Enquanto a situação da construção de um novo porto privado não se define, as empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) continuam afetadas pelo que o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, chama de “gargalo logístico” causado pela infraestrutura do Porto de Manaus. Segundo ele, algumas cargas levam até vinte dias para serem liberadas.
Wilson Périco reforça que o transporte pelo rio é o meio mais barato para levar e trazer produtos e que o Porto de Manaus não comporta toda a entrada e saída de cargas. “Precisamos de uma área maior e melhorar a infraestrutura dos órgãos fiscalizadores”, afirma Wilson Périco. Ele ressalta que outros portos conseguem liberar cargas em até oito horas, caso bem diferente do de Manaus.
Polo Naval
De acordo com o gerente de Análise, Habilitação e Acompanhamento de Projetos da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), Edmar Lopes, o projeto do Polo Naval do Amazonas prevê a construção de um porto que abasteceria o Distrito Industrial. “Tem um estudo sim. Estamos avaliando, orçamentando e vendo a viabilidade”, afirma Edmar. Ele disse ainda que o projeto também prevê a construção de uma rodovia de acesso da estrada do Puraquequara ao Distrito Industrial.
Para o deputado estadual Luiz Castro (PPS), o governo do Estado deve reservar áreas para a construção de portos no local do polo Naval. “Já que vão criar estaleiros, acessos e avenidas próximos ao Distrito, por que não construir um porto que atenda o polo?”, defende o deputado.
Porto das Lajes
Defendido por uns e criticados por outros, o Terminal Portuário das Lajes seria apontado como a melhor saída logística para os produtos do PIM. Mas o empreendimento já tem três anos de briga judicial que envolve órgãos federais, estaduais, grupos de defesa ambiental e a empresa responsável pela obra, a Lajes Logistica S/A, por se situar no Encontro das Águas, considerado patrimônio natural.
O diretor da Lajes Logistica S/A, Laurits Hansen, afirma que o investimento, avaliado em R$ 200 milhões, trará um “alívio” para a infraestrutura logística do polo, além de gerar mais de mil empregos diretos. Ele explica que a empresa tem a licença de instalação desde agosto de 2011, mas está aguardando o resultado do laudo de peritos nomeados pela Justiça Federal no Amazonas, que fariam uma vistoria no local, para dar início às obras. Atualmente, há uma decisão judicial da 7ª Vara Federal que impede qualquer intervenção no local do Encontro das Águas, tombado provisoriamente desde o ano passado.






