Implante dentário ainda é tabu

Em: 31 de janeiro de 2013
Professor mostra em quais circunstâncias é possível implantar dentes em jovens segundo a fase de crescimento
Professor mostra em quais circunstâncias é possível implantar dentes em jovens segundo a fase de crescimento

Muito populares no Brasil, os implantes ainda não chegaram aos adolescentes. Seja por acidentes com carros, motocicletas e bicicletas; escorregões na beira da piscina, quedas ou esportes de impacto, os dentes perdidos nessa fase são substituídos por próteses móveis até que o paciente complete 18 anos, quando o desenvolvimento crânio-facial já está praticamente definido.
Hoje, às 14h, o professor Ricardo Vadenal explica quando se pode realizar implantes na adolescência em palestra no CIOSP 2013 – 1º Congresso Interdisciplinar da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, no Expo Center Norte).
“Implantar dentes em pacientes jovens ainda é um tabu”, afirma o professor Ricardo Vadenal, mestre em Periodontia pela Universidade de Taubaté e pós-graduado em Implantologia e Prótese sobre Implantes pela Universidade Camilo Castelo Branco. A faixa etária que tira o sono dos profissionais é dos 14 aos 15 anos, porque há o risco de o crescimento da arcada dentária não estar concluído. E, uma vez instalado no osso, o implante não pode ser reposicionado.
“Se for implantado um dente da frente em uma pessoa, cujo arco dentário não está definido, os dentes laterais podem se deslocar com o crescimento. Dessa forma, o implante ficará numa posição desfavorável”, explica o professor.
“E qualquer movimentação à direita ou à esquerda, mesmo que milimétrica, pode estragar a simetria do rosto”, complementa o professor.
Por outro lado, o cirurgião-dentista precisa avaliar as consequências emocionais da perda de dentes na puberdade -fase na qual há profundas mudanças de personalidade e a definição do ego. Se o implante não for colocado como uma opção para substituir o dente original, o paciente deverá usar uma ponte móvel. No caso das falhas dos dentes da frente, a prótese usada será aquela conhecida como “perereca”. Feita em resina acrílica e com grampos metálicos, leva esse nome porque é instável e pode soltar da boca quando o paciente fala.

Crescimento biológico

Em sua palestra, Ricardo Vadenal vai explicar que, antes de descartar o implante como uma alternativa à perda de dentes na adolescência, o cirurgião-dentista deve avaliar dois fatores: o crescimento biológico do paciente e a mineralização dos dentes dele.
A avaliação desse primeiro fator mensura o grau de desenvolvimento do esqueleto, através de um raio-X da mão e do punho, conhecido por radiografia carpal.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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