O Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), embargou duas obras residenciais na manhã de quinta-feira, 8, na avenida Ephigênio Salles. Após denúncias, o órgão decidiu fazer uma operação de choque pelos principais canteiros de obras da cidade. O empreendimento Mundi Resort Residencial, da construtora Patrimônio e o residencial Maison Ephigênio Salles, da Tecnisa apresentaram, segundo o órgão, várias irregularidades. O Implurb deu 24 horas para as construtoras se enquadrarem.
No Mundi, o Implurb constatou ausência de alvará de construção e de um engenheiro responsável pela obra. Falta de tapume na obra para separar o pedestre da construção, obstrução total do passeio público e ausência de passeio alternativo também estavam na lista do órgão.
No caso do Maison Ephigênio Salles, a construtora recebeu a ordem de embargo do empreendimento por ter continuado uma obra sem a renovação do alvará, vencido em novembro do ano passado. Havia ainda a obstrução da calçada.
De acordo com o diretor da construtora Patrimônio, Alexandre de Chico, os engenheiros da obra estavam chegando ao local com o alvará nas mãos, mas, em virtude de congestionamentos no trânsito da cidade, não chegou a tempo de apresentá-lo à equipe. “Estamos providenciando o desembargo. A obra encontra-se toda licenciada, a calçada está sendo pavimentada e o barro retirado”, justificou. Para o diretor, o prejuízo do embargo é quase incalculável. “São mais de 300 trabalhadores parados durante dois dias. Isso fora o material de construção que não posso receber. Uma obra parada dois dias equivale a pelo menos seis dias de atraso no cronograma do empreendimento. Ainda tem o mal-estar causado entre os funcionários”, desabafou. O Jornal do Commercio não conseguiu contato com a construtora Tecnisa.
O presidente do Implurb, Manoel Ribeiro, garantiu que a intenção da prefeitura não é embargar empreendimentos, mas assegurar que as construtoras sigam normas básicas. “As construtoras se acostumaram à antiga falta de fiscalização de obras e desrespeitam inclusive a própria população”, disse Ribeiro, prometendo continuar com as blitzes.
O presidente do Sinduscon/AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas), Eduardo Jorge de Oliveira, preferiu não se posicionar antes de ouvir as duas partes, mas considerou a iniciativa da prefeitura incoerente. “Conheço as duas obras e não acredito que estivessem tão irregulares a ponto de serem embargadas sem uma audiência com os responsáveis”, declarou.
Mais duas construções foram visitadas pelo Implurb, na rua Salvador. Não foram registradas irregularidades graves, mas os responsáveis pelas obras foram advertidos verbalmente para que desobstruíssem o passeio público e atentassem para a data de vencimento do alvará de construção.
Implurb embarga duas obras residenciais
Em: 9 de abril de 2010
O Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), embargou duas obras residenciais na manhã de quinta-feira, 8, na avenida Ephigênio Salles. Após denúncias, o órgão decidiu fazer uma operação de choque pelos principais canteiros de obras da cidade
Redação
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