O saldo entre as exportações e as importações amazonenses, entre os meses de janeiro a dezembro de 2016, foi negativo em US$5.6 bilhões. As importações somaram US$ 6,2 bilhões com variação negativa de 29,28% em relação ao ano de 2015. Conforme os empresários, a redução nas compras de insumos estrangeiros está ligada ao menor desempenho da atividade industrial no Estado. A previsão dos dirigentes, é que no primeiro semestre deste ano haja uma retomada produtiva, com o consequente aumento no volume de importação e também de exportação. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).
Segundo o gerente executivo do CIN/Fieam (Centro Internacional de Negócios) departamento da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, José Marcelo Lima, a redução no volume de importação aconteceu a nível nacional em função da crise econômica que atinge o país. Mesmo assim, as compras de insumos estrangeiros mantiveram maior índice em relação aos resultados das exportações, no Amazonas. Enquanto a importação obteve faturamento de US$6,2 bilhões e variação negativa de 29,28%, as exportações registraram saldo de US$575,2 milhões e variação negativa de 25,51%, em comparação ao período de janeiro a dezembro de 2015.
De acordo com Lima, a expectativa é que a partir deste mês, após o retorno das férias coletivas, as fabricantes voltem a produzir, e ainda, que a proximidade às datas comemorativas resulte no reaquecimento industrial.
“A situação no Amazonas não foi diferente dos demais Estados brasileiros onde houve menor produtividade. O país foi afetado economicamente, logo a atividade produtiva também reduziu e a compra de insumos importados consequentemente reduziu. As importações sempre alcançam maior volume em relação às exportações porque mais de 90% dos insumos utilizados para fabricar os produtos são importados”, explica. “Enquanto apenas 1% a 1,5% do total produzido no Polo Industrial é destinado a exportação”, completa.
Conforme o Mdic, o Amazonas comprou menos produtos de países como a China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Vietnã, Taiwan, Japão, dentre outros.
Exportação
O Amazonas ainda comercializou os produtos a países como: Argentina, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos, México, China, Paraguai, dentre outros.
Os produtos que mantêm o volume de exportação são: preparações para bebidas, motocicletas, aparelhos de barbear, tântalo, soja, entre outros.
Ações do CIN para impulsionar negócios do AM
Conforme José Marcelo Lima, a partir de fevereiro deste ano o CIN atuará em projetos para fomentar as relações econômicas com os países vizinhos. Ele cita a realização de eventos como a Fiam (Feira Internacional da Amazônia), e outros promovidos pelo CIN/Fieam.
“Vamos trabalhar dentro de um plano de ação com o intuito de atrair investidores para a Zona Franca de Manaus. Acreditamos que essas ações contribuam para o aquecimento da economia local. Teremos missões comerciais e um conjunto de ações implementadas pelo Governo do Estado. Tudo isso deverá promover um aumento nas exportações e na atividade econômica do PIM”, disse Lima.







