Inadimplência aumenta 2,13% em Manaus

Em: 15 de março de 2011
A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 4,99% em fevereiro, ante janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados pela CNDL (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito)
A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 4,99% em fevereiro, ante janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados pela CNDL (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito)

A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 4,99% em fevereiro, ante janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados pela CNDL (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Segundo o CNDL, um dos motivos da queda é o menor número de dias no mês de fevereiro. Diferente dos índices nacionais, em Manaus, os números do mês de fevereiro (3,2%) apresentaram um aumento de 2,13% com relação ao número de consumidores com cadastros negativos no SPC em janeiro.
Segundo o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ralph Assayag, os índices locais são medidos tomando como base, entre outros fatores, as vendas de dezembro. “Nossos cálculos são diferentes do resto do país. Pode-se afirmar que o número de CPFs ‘negativados’ no sistema do SPC é um resquício das compras de dezembro. Nós não calculamos somente os que entram no mês em questão, mas o que já estão no sistema”, afirmou o presidente. Em avaliação aos anos anteriores, Ralph Assayag informou que o índice de inadimplência em janeiro deste ano foi 6,1% maior que o do mesmo período de 2010 e o índice de inadimplência de fevereiro de 2010 foi de 2,9%.
Somente em fevereiro deste ano, o número de CPFs locais com cadastro negativado no SPC era de 3.536, ante 3.498 em janeiro. Para Assayag a situação não é a ideal, mas não é alarmante e está dentro do aguardado pelo comércio. “Nosso objetivo está entre 2,8% e 2,9%. Nossa inadimplência é baixa com relação ao restante do Brasil e está em um patamar administrável”, amenizou.
Se no índice de inadimplência, a realidade local é diferente da nacional, não se pode afirmar o mesmo do padrão de compras que leva o consumidor à inadimplência. O Amazonas segue o modelo nacional divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o nível é maior nas compras de bens duráveis, onde o prazo de pagamento é mais extenso. Segundo o presidente da FCDL/AM, o consumidor que fez compras optando por mais de duas parcelas em dezembro, fica inadimplente no mês seguinte. “Pessoas que parcelaram, caíram no cadastro de inadimplentes por conta do não pagamento das parcelas seguintes”, afirma Assayag.

Venda segura

Internet, máquinas de cartões e caixas registradoras ‘on line’ com SPC e Serasa, sistema URA (central telefônica automatizada) e vários outros recursos para consulta são armas atuais para evitar o volume de inadimplência de consumidores com a utilização pelo comércio de produtos e soluções com foco preventivo. “Aqueles que não consultam na hora da venda tem inadimplência maior em seu comércio. Sem a pesquisa da venda segura, a inadimplência seria de 5% a 8% no mercado local”, explicou Assayag . Em média, são feitas 100 mil consultas mensais do Amazonas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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