A taxa de inadimplência da pessoa jurídica subiu 26,3% no mês de julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontou na segunda-feira, pesquisa da Serasa Experian, empresa especializada na análise de crédito. Ante o mês de junho, a variação foi de 6,6%. Já no acumulado de janeiro a julho, o índice de atraso nos pagamentos chega a 29,7%.
Para a área de análise econômica da Serasa, a queda de juros, o retorno da concessão de crédito para empresas e consumidores e a resposta rápida do mercado interno ainda não foram suficientes para sanar os problemas da crise econômica mundial.
Problemas de caixa
As empresas ainda enfrentam problemas de caixa, que estão sem recursos para financiar investimentos ou para renegociar dívidas.
A maior parte (41,6%) das dívidas em atraso das empresas era de títulos protestados, com participação expressiva (39%) dos cheques sem fundos e as dívidas bancárias (19,4%), considerando o período de sete meses.
O valor médio dos títulos protestados foi de R$ 1.805,48. No caso dos cheques sem fundo, era de R$ 1.461,35, enquanto as dívidas bancárias em atraso tinham, em média, um valor de R$ R$ 4.563,70.







