O nível de inadimplência do consumidor deve ser normalizado até junho de 2013. O indicador divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Serasa adianta a trajetória dos níveis de atrasos de pagamentos para os próximos seis meses e prevê estabilidade tanto para pessoas físicas quanto para empresas.
Segundo o levantamento, houve estabilidade em dezembro de 2012, fechando o ano com 100,1 pontos após uma sequência de recuos mensais. O economista Francisco de Assis explica que quando há estabilização acima de 100 pontos, a expectativa é de que os números continuem regulares.“Entre 2011 e 2012, a inadimplência subiu. Ao longo do ano passado, os níveis conseguiram achar um padrão e o reflexo disso será sentido ainda no primeiro semestre de 2013”, aponta.
No caso do consumidor, o resultado nos níveis de inadimplência bancária deve chegar a 7% da carteira de crédito para pessoas físicas –referentes às taxas cobradas por juros. Para as empresas, o indicador registrou queda de 0,8% no mês de dezembro de 2012 em relação ao mês anterior, ficando em 94 pts.
De acordo com o especialista, a tendência para a normalidade da inadimplência dos consumidores, a aceleração do crescimento econômico e a predominância de taxas de juros mais baixas no médio prazo contribuem para a redução da inadimplência também das empresas. “O governo federal tem prestado mais incentivos e isso intensifica tanto o modo como o consumidor se comporta quanto os empresários”, comenta Francisco de Assis.
Indicador de perspectiva
O estudo busca antever com seis meses como estará a economia nos segmentos de inadimplência e as concessões de créditos reais –ambos referentes tanto ao consumidor quanto às empresas e as atividades econômicas em geral nos estados brasileiros.
De acordo com o Presidente do Corecon/ AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Marcus Anselmo da Cunha Evangelista, as variáveis econômicas costumam apresentar ciclos compostos por quatro fases distintas: expansão, reversão, crise e recuperação.
“O mercado de trabalho aquecido com a maioria dos rendimentos sendo corrigidos acima da inflação, a manutenção de taxas de juros em patamares mais baixos e maior rigor na concessão de crédito por parte do sistema financeiro tendem a configurar um cenário mais favorável para a inadimplência dos consumidores em 2013”, aposta Evangelista sobre o cenário de recuperação atual no país.







