O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apontou crescimento de 5,2% em junho na relação com o mesmo mês do ano anterior, apresentando a segunda alta consecutiva na comparação anual, após ter registrado queda desde outubro de 2009. Na comparação mensal –junho em relação a maio de 2010–, a inadimplência do consumidor, mesmo perdendo fôlego, também cresceu, registrando variação de 1,1%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência do consumidor tem relação com o crescimento acelerado do endividamento, além do bom desempenho das vendas, sobretudo as financiadas no Dia das Mães, Dia dos Namorados e Copa do Mundo. “Vale lembrar que o consumidor já carregava, anteriormente, compromissos pela antecipação do consumo para aproveitar o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] reduzido para automóveis, eletrodomésticos da linha branca e móveis. Por isso, agora encontra dificuldades para honrar suas dívidas”, ressaltou a Serasa Experian, por meio de texto distribuído à imprensa.
Como o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do consumidor já adiantou, salienta o texto da empresa, o maior endividamento do consumidor e o atual ciclo de aperto monetário (elevações da taxa Selic) irão fazer com que o volume de dívidas pendentes continue evoluindo nos próximos meses, porém sob controle e sem recorde histórico.
Cartões e financeiras
Na decomposição do indicador, a inadimplência com cartões de crédito e financeiras (alta de 7,0%) e dívidas com os bancos (crescimento de 0,6%) foram as responsáveis pela alta mensal em junho de 1,1% na inadimplência do consumidor.
Ao contrário das avaliações anual e mensal, a inadimplência do consumidor no período acumulado do primeiro semestre de 2010/2009 caiu 2,3%, representando a maior queda para esta comparação desde o início do indicador, em 2000.
No primeiro semestre de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 0,4%. Já as outras três modalidades de inadimplência -cheques sem fundos, títulos protestados e cartões de crédito e financeiras- apresentaram alta de 41,9%, 6,4% e 1,8%, respectivamente.







