A corrida de última hora pela compra de materiais escolares deve gerar um incremento nas vendas das livrarias e papelarias de Manaus entre 10% e 15% este mês. É o que esperam lojistas e entidades do setor.
A estimativa de crescimento foi reforçada pela pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) divulgada ontem, e demonstrou que 32,8% dos consumidores em Manaus têm intenção de comprar itens de livraria, papelaria em fevereiro.
A maioria dos pais (27%), de acordo com o levantamento, pretende gastar entre R$ 201 e R$ 400, média de R$ 348.
“Janeiro e fevereiro representam o Natal para esse segmento em termos de lucratividade”, destacou o presidente da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag. Conforme informou, a estimativa é que entre os dias 10 de janeiro e 10 de fevereiro as vendas nessas lojas cresçam até 50%. O gerente de vendas da Livraria Nacional, João Mendes, informou que apesar de janeiro ser o mês mais intenso para a loja, o movimento nas lojas ainda está cerca de 10% maior do que o normal.
“Ainda esperamos um crescimento de 15% durante este mês”, comentou, apostando nos pais ‘atrasados’ para as compras. “No caso das livrarias, as vendas aqueceram em janeiro, apesar de já haver movimento desde dezembro. Como o preço dos livros é tabelado e há pouca diferença entre uma loja e outra, diferente das papelarias, os pais acabam deixando para a última hora”, explicou.
Para o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, a expectativa é que as vendas de materiais escolares aumentem de 8% a 10%. “A procura continua grande mesmo com o grave problema de preços que enfrentamos esse ano”, enfatizou, referindo-se à variação de preços encontrada em diversos itens entre as livrarias e papelarias da cidade.
“O principal destaque negativo, entre dezembro e fevereiro, foi essa falta de critérios das livrarias e papelarias de Manaus com diferença de pelo menos 40% entre as lojas”, criticou.
A pesquisa do Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) divulgada no final de janeiro fiscalizou o valor de 90 itens da lista de material em quatro estabelecimentos de Manaus e revelou que as variações são muito maiores podendo chegar até 2000% entre as lojas.
“A ACA enviou uma carta pedindo a implantação de regras para a formação dos preços. Para 2013, esperamos a interferência da Secretaria de Educação. Ainda não obtivemos retorno”, cobrou o representante.
Atenção
Para não enfrentar problemas futuros, o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende, aconselha os pais a redobrarem os cuidados nesse período. “Como as aulas já estão começando em muitas escolas, os consumidores acabam não reservando um tempo adequado para a escolha dos materiais”, apontou.
No caso das papelarias, o principal, segundo o economista, é uma pesquisa de preços detalhada. “Se possível, deve-se fazer um quadro em casa com o nome das lojas a serem pesquisadas e os preços de cada item para comparação. A atividade demanda um certo tempo mas garante corte de gastos desnecessários”.
Já para a compra de livros, Ailson Rezende recomenda que se forme um grupo de pais de alunos para uma compra coletiva junto aos gerentes das lojas.
Ele destaca ainda que os consumidores devem tomar cuidado especial com o uso do cartão de crédito. “Essa forma de pagamento pode ser uma solução ou uma dor de cabeça, dependendo do uso. Se a compra puder ser paga em três ou quatro vezes, no máximo, ele se constitui em uma vantagem”, disse.







