Indefinição sobre Orçamento atrasa política industrial, relata ministro

Em: 14 de fevereiro de 2008
O ministro do Desenvolvimento, In­dústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as linhas gerais da política industrial
O ministro do Desenvolvimento, In­dústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as linhas gerais da política industrial

O ministro do Desenvolvimento, In­dústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as linhas gerais da política industrial que pretende aprovar nos próximos meses. O mi­nistro disse, porém, que um dos principais pontos da política, os incentivos fiscais às indústrias, com redução de taxas e impostos, não poderá ser definido sem que o Orçamento da União seja aprovado pelo Congresso.
“Sem votação do Orçamento não podemos falar em política industrial. Sem orçamento, não tem como falar em incentivos”, afirmou Jorge, depois da audiência com o presidente, da qual participaram também o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, e o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Reginaldo Arcuri.
De acordo com Jorge, uma nova reunião será marcada para depois da aprovação do Orçamento, quando será possível ­apresentar uma proposta mais detalhada.
Uma das idéias apresentadas ontem ao presidente foi a criação do CIS (Complexo Industrial da Saúde), para promover a articulação entre poder público e setor privado para desenvolver “desde a produção de equipamentos até a fabricação de fármacos”, segundo Jorge.
O ministro explicou que a idéia é evitar que as empresas “façam uma romaria” entre vários ministérios e o BNDES, em busca de estímulo para investimento em determinado setor. “Uma das bases é a coordenação entre os ministérios, para que as iniciativas não fiquem dispersas. O CIS, por exemplo, terá a coordenação do Ministério da Saúde”, disse o ministro.

Política
industrial

A política industrial vai traçar metas de investimentos, produção e geração de emprego. Para entrar em vigor, a nova política industrial depende de aprovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, formado por representantes da indústria e por 13 ministros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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