Índia libera preço para reduzir gasto com subsídios

Em: 28 de junho de 2010
A Índia anunciou, esta semana, que vai permitir que os preços da gasolina sejam orientados pelo mercado, uma medida que vai ajudar o governo a cortar o déficit no orçamento ao economizar com os subsídios, embora a medida possa alimentar a inflação
A Índia anunciou, esta semana, que vai permitir que os preços da gasolina sejam orientados pelo mercado, uma medida que vai ajudar o governo a cortar o déficit no orçamento ao economizar com os subsídios, embora a medida possa alimentar a inflação

A Índia anunciou, esta semana, que vai permitir que os preços da gasolina sejam orientados pelo mercado, uma medida que vai ajudar o governo a cortar o déficit no orçamento ao economizar com os subsídios, embora a medida possa alimentar a inflação.
As empresas estatais que atuam no mercado de petróleo, que atualmente vendem combustíveis a preços definidos pelo governo, vão ser beneficiadas com a medida e os preços das suas ações subiram hoje.
A mudança leva a um aumento de cerca de 3,50 rupias por litro no preço da gasolina a partir desta sexta-feira, informou a secretária de Petróleo, S. Sundareshan, em uma coletiva de imprensa.
Um dólar equivale a 46,36 rupias.
“O aumento nos preços é o menor possível”, disse o ministro do Petróleo, Murli Deora. “Por quanto tempo nós vamos subsidiar os carros da Mercedes-Benz?”, argumentou.
O preço do diesel vai ser liberado depois, mas vai subir 2 rupias por litro, por enquanto.
O governo vai continuar a subsidiar o diesel em 1,39 rupia por litro, e estima que a carga total de subsídios entre abril e junho de 2010 vai ser de 200 bilhões de rupias, comentou o conselheiro econômico do Ministério das Finanças, Kaushik Basu.
“Os preços da gasolina podem ser aumentados todos os dias, mas não pretendemos agir dessa maneira”, disse Ashok Sinha, chairman da Bharat Petroleum.
“Os preços devem ser revisados a cada 15, 30 dias, e as empresas do mercado individualmente vão decidir sobre o preço e a data dos aumentos. É uma intervenção brusca, considerada necessária”.
Apesar da desregulamentação, o governo está mantendo o direito de intervir nos combustíveis se o preço do petróleo tiver um pico, disse Sundareshan.
O preço dos bônus da dívida soberana da Índia caíram após a notícia, com os traders prevendo um risco iminente do Banco da Reserva da Índia (RBI, o banco central do país) intervir para diminuir as pressões sobre os preços devido a alta dos combustíveis.
O RBI poderia aumentar os juros dentro de duas semanas, antes da sua reunião de política monetária, que deve ocorrer no dia 27 de julho, disse Namrata Padhye, economista da IDBI Gilts.
Entretanto, Basu disse que a medida do governo não deve levar o RBI a acelerar suas decisões.
Analistas esperavam políticas sustentáveis do governo federal, ao invés de uma única alta de preços, porque a inflação – que subiu 10,16% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, e teve alta de 9,59% em abril – deve começar a cair no segundo semestre do corrente ano fiscal, que vai até março de 2011.
O governo federal da Índia quer reduzir o déficit fiscal para 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no atual ano fiscal, de um recorde de 6,6% no ano anterior.
A Índia faz parte do grupo de Países considerados emergentes e que devem liderar um novo crescimento global, o chamado ‘Bric’ , que engloba: Brasil, Russia. Índia e China.
A atual crise que a Índia começa vivenciar também está relacionada, segundo os analistas de mercado, com a retração econômica da Europa, que afeta as vendas e mexe com o equilíbrio das relações entre os países.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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