O índice que mede o desempenho dos principais indicadores econômicos americanos registrou ligeira alta de 0,3% em setembro, ficando com 137,9 pontos, segundo dados divulgados hoje pelo instituto privado de pesquisa Conference Board.
O resultado ficou abaixo do esperado por analistas e investidores, que esperavam uma alta de 0,4%, mas superou o resultado fraco de agosto, que mostrou uma queda de 0,8%. O dado foi visto como sinal de que a economia americana deve manter um ritmo de crescimento modesto, apesar do quadro de piora no mercado imobiliário.
“A economia está está aos solavancos, alguns setores estão tentando recuperar a força, enquanto outros, como o mercado imobiliário, estão perdendo fôlego”, disse o economista do Conference Board, Ken Goldstein. “A questão é, quanto tempo a economia vai permanecer aos trancos?”
Dos 10 indicadores econômicos reunidos na apuração do índice, sete tiveram desempenho positivo, com destaque para desempenho de vendas, mercado de trabalho e preços de ações.
O resultado também não reflete ainda o pleno efeito do corte de juros feito pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) , uma vez que a reunião de política monetária em que o banco reduziu sua taxa ocorreu no dia 18, segundo Goldstein. No mês passado o Fed reduziu sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para 4,75% ao ano.
A expectativa dentre os investidores agora é que o Fed reduza mais uma vez –em ao menos 0,25 ponto percentual– sua taxa de juros na reunião programada para os dias 30 e 31 deste mês.
O índice do Conference Board é visto como um sinalizador da atividade econômica americana para os próximos três meses.
O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentou em 28 mil na semana encerrada no último dia 13, totalizando 337 mil solicitações iniciais do benefício, informou hoje o Departamento do Trabalho.
Foi a maior alta em uma leitura semanal desde o período encerrado em 10 de fevereiro deste ano, quando houve aumento de 42 mil pedidos.







