Indicadores apontam para expansão modesta da economia americana

Em: 18 de outubro de 2007
O resultado ficou abaixo do esperado por analistas e investidores, que esperavam uma alta de 0,4%, mas superou o resultado fraco de agosto, que mostrou uma queda de 0,8%
O resultado ficou abaixo do esperado por analistas e investidores, que esperavam uma alta de 0,4%, mas superou o resultado fraco de agosto, que mostrou uma queda de 0,8%

O índice que mede o desempenho dos principais indicadores econômicos americanos registrou ligeira alta de 0,3% em setembro, ficando com 137,9 pontos, segundo dados divulgados hoje pelo instituto privado de pesquisa Conference Board.

O resultado ficou abaixo do esperado por analistas e investidores, que esperavam uma alta de 0,4%, mas superou o resultado fraco de agosto, que mostrou uma queda de 0,8%. O dado foi visto como sinal de que a economia americana deve manter um ritmo de crescimento modesto, apesar do quadro de piora no mercado imobiliário.

“A economia está está aos solavancos, alguns setores estão tentando recuperar a força, enquanto outros, como o mercado imobiliário, estão perdendo fôlego”, disse o economista do Conference Board, Ken Goldstein. “A questão é, quanto tempo a economia vai permanecer aos trancos?”
Dos 10 indicadores econômicos reunidos na apuração do índice, sete tiveram desempenho positivo, com destaque para desempenho de vendas, mercado de trabalho e preços de ações.

O resultado também não reflete ainda o pleno efeito do corte de juros feito pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) , uma vez que a reunião de política monetária em que o banco reduziu sua taxa ocorreu no dia 18, segundo Goldstein. No mês passado o Fed reduziu sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para 4,75% ao ano.
A expectativa dentre os investidores agora é que o Fed reduza mais uma vez –em ao menos 0,25 ponto percentual– sua taxa de juros na reunião programada para os dias 30 e 31 deste mês.

O índice do Conference Board é visto como um sinalizador da atividade econômica americana para os próximos três meses.

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentou em 28 mil na semana encerrada no último dia 13, totalizando 337 mil solicitações iniciais do benefício, informou hoje o Departamento do Trabalho.

Foi a maior alta em uma leitura semanal desde o período encerrado em 10 de fevereiro deste ano, quando houve aumento de 42 mil pedidos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar