Indicadores da Suframa ajudam a atrair investidores para o PIM

Em: 18 de fevereiro de 2010
Surgido a partir da necessidade da autarquia fazer um acompanhamento mais de perto do setor produtivo do PIM, os indicadores são resultado de um convênio firmado em 1987, entre o órgão e as empresas, visando obter essas informações de forma padronizada.
Surgido a partir da necessidade da autarquia fazer um acompanhamento mais de perto do setor produtivo do PIM, os indicadores são resultado de um convênio firmado em 1987, entre o órgão e as empresas, visando obter essas informações de forma padronizada.

Utilizado como parâmetro para medir o desempenho da ZFM (Zona Franca de Manaus) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e direcionado a consultores que atuam com projetos para a indústria, jornalistas e outros profissionais, os Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, divulgados mensalmente pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), passam por uma verdadeira maratona para finalmente serem divulgados.

As informações constantes nos indicadores de desempenho industrial são constituídas com base em dados de produtos incentivados, apresentados por uma média de 420 empresas com projetos plenos aprovados pela Suframa, que faz o acompanhamento e a renúncia fiscal.

Surgido a partir da necessidade da autarquia fazer um acompanhamento mais de perto do setor produtivo do PIM, os indicadores são resultado de um convênio firmado em 1987, entre o órgão e as empresas, visando obter essas informações de forma padronizada. Sua execução se deu em 1988, a partir do levantamento de produção, vendas e faturamento das empresas com projetos industriais aprovados pela Suframa.

O coordenador de informações socioeconômicas da Suframa, Raimundo Sampaio de Souza, que é economista especializado em projetos industriais, lembra que ao começar a fazer essa estatística, juntamente com sua equipe, percebeu a existência de alguns itens que não tinham relação com o que o governo federal necessitava, mas com o governo do Estado, a exemplo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Segundo Sampaio, o objetivo principal dos indicadores da ZFM é fazer o acompanhamento de produtos fabricados que são incentivados. “Ao longo do tempo, fomos fazendo as devidas adequações, que são feitas sempre que se faz necessário”, disse.

Exemplo de adequação

Um dos exemplos de adequação foi concernente ao setor de brinquedo nos indicadores onde aparece o investimento sem a produção. Sampaio explicou que, com a automação industrial e a diversificação, algumas empresas começaram a fabricar o produto e muitas vezes uma parte e peça. Ou seja, produzia bicicletas e motocicletas, ou motocicleta ou outro item -eletroeletrônico ou de outro segmento qualquer.

Porém, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ia fazer o levantamento que puxava a empresa ela estava em eletroeletrônico, mas o produto aparecia dentro do poslo de duas rodas. Então a Suframa resolveu classificar a empresa de acordo com o carro-chefe dela, ou seja, o produto. “Hoje uma empresa de brinquedos aparece em brinquedo, mas seu produto pode estar inserido em segmentos de eletroeletrônicos ou papel e papelão. Foi uma maneira encontrada para ajudar a Suframa num trabalho de fiscalização”, enfatizou Sampaio.

Trabalho é feito em 45 dias

Como os indicadores não são feitos em cima de projeções, mas sim de dados reais, Sampaio disse que a equipe tem em média 45 dias para fazer todo o trabalho. O trâmite é feito da seguinte maneira: as empresas fecham o mês e mandam as informações para a Suframa até o dia 15 de cada mês subsequente. A equipe socioeconômica tem 15 dias para fazer todo o trabalho de análise dessas informações, tiram dúvidas e, em caso de dados duvidosos, os mesmos são reenviados à empresa para fazer a devida retificação.

Após este trabalho, a equipe tem até o dia 5 do mês seguinte para preparar o relatório, que antes era feito por microcomputador e hoje pelo processo digital. No dia 5 o relatório é encaminhado ao gabinete da superintendente Flávia Grosso, que avalia e analisa as informações e autoriza a divulgação. “Não é um trabalho demorado, temos 45 dias –entre apresentação dos dados e a devida tabulação- para fazer todo o levantamento de dados reais das empresas”, informou.

Necessidade de legalização

De acordo com Raimundo Sampaio, às vezes o trabalho atrasa porque a equipe depende das empresas enviarem as informações que nem sempre chegam no prazo determinado. As de grande porte cumprem esse prazo dado pela Suframa, porque necessitam estar legalizadas, do contrário ficam bloqueadas para importar. Já as pequenas -que dentro do contexto da ZFM faturam acima de US$ 10 milhões por mês e que não dependem de importação-, sempre atrasam.

A equipe socioeconômica da Suframa utiliza como parâmetro a FGV (Fundação Getúlio Vargas), cujo dólar médio altera de conformidade com o índice de inflação. Daí, o fato dos valores serem alterados mensalmente.
O diretor técnico da Assis Mourão Consultoria Econômica, Assis Mourão, que presta assessoria às empresas se utiliza dos dados contidos nos indicadores industriais para fazer estudo de mercado e com isso atrair novos investidores ao PIM.

Segundo o consultor econômico, são números reais porque são enviados pelas próprias fabricantes sobre mão de obra, produção, venda, faturamento, receita e investimentos de setores e subsetores de atividades do Polo Industrial de Manaus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar