O ICS (Índice de Confiança de Serviços), apurado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) entre empresas do setor, caiu 1,5% entre junho e julho, ao passar de 131,5 para 129,5 pontos, na quarta queda consecutiva, segundo dados divulgados ontem.
Desde o mês de março, a redução acumulada pelo indicador é de 4,4%. Mesmo com a desaceleração do ritmo da atividade do setor, a FGV destaca que o índice ainda segue elevado em termos históricos.
Em julho deste ano, o ISA-S (Índice da Situação Atual) reduziu-se em 5,2%, ao passar de 119,7 para 113,5 pontos, o menor desde fevereiro deste ano. O ISA-S encontra-se agora 8,8 pontos abaixo do período pré-crise e 6,4 pontos acima de sua média histórica.
Série histórica
Já o IE-S (Índice de Expectativas) voltou a subir, após quatro quedas consecutivas, ao elevar-se de 143,3 para 145,5 pontos entre junho e julho. A GV destaca que o índice está 4,9% abaixo do ponto máximo da série, registrado em fevereiro deste ano, e 9,7 pontos acima de sua média histórica.
De acordo com a entidade, o indicador que mede a satisfação com o nível atual da demanda foi o que mais contribuiu para a redução do ISA-S entre junho e julho, ao passar de 110,7 para 103,2 pontos -o menor nível registrado desde fevereiro passado (100,6 pontos).
Das 2.092 empresas consultadas, 18,6% o avaliaram como forte, e 15,4% o consideraram fraco. Em junho, estas parcelas haviam sido de 23,2% e 12,5%, respectivamente.
As expectativas para a demanda nos meses seguintes são mais favoráveis: o indicador do quesito avançou 2,1%, de 142,4 para 145,4 pontos, embora ainda esteja abaixo do nível vigente nos cinco primeiros meses do ano.
A proporção de empresas ouvidas que preveem aumento da demanda passou de 48,6% para 51,1% do total entre junho e julho; a parcela das que projetam redução, diminuiu de 6,2% para 5,7%.






