Indo onde o cliente está

Em: 16 de dezembro de 2016
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Elas surgiram em Manaus há menos de dois anos, na esteira dos food trucks, como uma maneira mais acessível de também vender alimentos sem precisar investir tanto: as magrelas food bikes.

Fernando Vieira foi o pioneiro dos food trucks em Manaus com o Bora Lá, que passou a ocupar uma das ruas do Vieiralves em setembro de 2014. Não foi o pioneiro das food bikes, mas procurou inovar ao diversificar seus negócios pondo no mercado, há um ano, uma magrela cheia de apetrechos para servir comidas e bebidas, a De Boa.

“Observei que todos os que estavam lançando food bikes serviam hambúrgueres, e eu queria apresentar algo regional, porém, diferente do que já havia no mercado. Vi que o açaí frozen fazia muito sucesso, então pensei no guaraná frozen. O guaraná é um produto nosso”, explicou.

“Sempre gostei de tomar guaraná, desses que a gente encontra nas esquinas de Manaus, mas não queria fazer daquele jeito. Achava meio marginalizado. Também não queria nada de gourmet. Queria apenas algo diferente”, contou.

Mas as coisas não foram muito fáceis. “Comprei uma máquina própria de fazer frozen, só que ela tinha os produtos próprios, uns sucos que vinham em uns sacos. Durante três meses fiz testes com xarope de guaraná até acertar. Não fica comestível, que nem o açaí, mas se torna mais consistente”, disse.

No ano passado Fernando lançou a De Boa e o guaraná frozen. “Hoje nossa base é o Villa Food Park, em Adrianópolis (funciona de quarta-feira a domingo, das 18h às 22h30), mas de lá partimos para qualquer evento”, acrescentou. O preço dos copos de 330 ml varia de R$ 5, a R$ 7, dependendo do sabor que pode ser com limão, mangarataia ou leite com amendoim. Pra acompanhar, pão de queijo coalho com tapioca. “As pessoas têm gostado, pois já tenho uma clientela fiel”, assegurou.

Batatas fritas belgas

E o que não falta entre o pessoal do food bike é a originalidade. Copiar produtos de outro food bike, nem pensar. O casal de namorados Paulo Celestino e Alexia Barros queria montar algum negócio juntos, “então comecei a pesquisar em sites de empreendedorismo em que poderia investir, e investir pouco dinheiro. Descobri o segmento das food bikes, aí parti pra procurar um produto diferenciado. Achei as batatas fritas belgas, ou batatas no cone”, lembrou.

Em maio deste ano a “Oh My Fries” começou a circular em Manaus abastecida com batatas e cones. “Elas são preparadas na hora e servidas quentinhas, no cone, como vemos nos estádios de futebol europeus”, acrescentou.

Além das batatas, a “Oh My Fries” ainda leva seis tipos diferentes de molhos e três acompanhamentos. Um cone, com 250 a 300 gr de batatas, custa R$ 10, com direito a um molho + um acompanhamento.

Outro produto servido por Paulo e Alexia é a cebola empanada. “São 12 anéis de cebola + um molho por R$ 14. Numa food bike você não deve diversificar muito o seu cardápio, mas no próximo ano teremos mais molhos e acompanhamentos”, adiantou.

Paulo é colega de Fernando, da De Boa, no Villa Food Park, e também tem o espaço como sua base, mas sempre que acontecem eventos gastronômicos pela cidade, a “Oh My Fries” se faz presente. “Essa é a vantagem da food bike. Você pode ir aonde o cliente está”, ensinou.
Somente no Villa Food Park podem ser encontrados quatro food bikes. Além do guaraná frozen e da batata empanada, no cardápio dos demais tem gelato italiano (Divino Freddo) e sucos artesanais (Juice Bike Box). No Park Vieiralves a Le Pot serve frutos do mar em potinhos. A Le Pot quer colocar mais uma food bike no Cidade Nova Food Park, que inaugurará em janeiro de 2017.

Dindim na caixinha

E quem diria que até o dindim acabaria numa food bike e vendido dentro de caixinhas. A criação já foi até patenteada pelos seus idealizadores. “O projeto de colocar o dindim dentro de caixas de papelão tem cinco anos. Originalmente o dindim vendido nas ruas não é um produto muito higiênico, por isso tivemos essa ideia. Ele foi lançado em outubro do ano passado e causou um impacto, pelo diferencial que apresenta”, falou Alexandre Cavalcante, proprietário da Mr. Din, que hoje não só produz 25 sabores de dindim como os distribui em revendas pela cidade, através de delivery, em carrinhos tipo os de picolé (somente em festas fechadas) e food bike (em eventos gastronômicos ou não).

“A ideia da food bike foi de minha noiva, Laryça Reis, e tem feito muito sucesso, principalmente por causa do dindim na caixinha, que é uma novidade”, completou. Detalhe da caixinha é que parte dela é destacada e a outra fica na mão, protegendo-a do gelo e deixando o dindim mais higiênico.

Entre os 25 sabores do Mr. Din têm os cremosos, sem lactose, alcoólicos, premium e uma linha regional, com preços que vão de R$ 2, a R$ 3.
“Deveremos continuar com apenas uma food bike, mas ampliaremos os pontos de revenda dos dindins, com certeza”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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