Indústria brasileira de pneus cresce 10% nas vendas em 2007

Em: 1 de fevereiro de 2008
A produção da indústria brasileira de pneus novos também alcançou resultado positivo em 2007, com aumento de 5%, ao sair de 54,5 milhões de unidades em 2006
A produção da indústria brasileira de pneus novos também alcançou resultado positivo em 2007, com aumento de 5%, ao sair de 54,5 milhões de unidades em 2006

A indústria brasileira­ de pneumáticos en­cerrou o ano de 2007 com crescimento de 10% nas vendas, ao passar de 57,2 milhões de pneus comercializados em 2006 para 63,1 milhões de unidades vendidas no ano passado. O aumento só não foi mais significativo por que no segmento de pneus para automóveis de passeio a elevação foi de apenas 1,6%, em face da concorrência desleal dos produtos importados.

A produção da indústria brasileira de pneus novos também alcançou resultado positivo em 2007, com aumento de 5%, ao sair de 54,5 milhões de unidades em 2006 para 57,3 milhões de unidades em 2007, afirma o presidente da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), Eugenio Deliberato.

Os principais canais de venda continuam sendo o mercado de reposição e revendedores, com 40% do total, as exportações, com 30%, e a indústria automobilística, com idênticos 30%.

Em 2007, o montante de pneus importados chegou a 11,5 milhões de unidades, dos quais 50% são usados, em sua maioria provenientes da União Européia, e a outra metade, novos. Estima-se que cerca de 3 milhões foram originados da China. Com esses volumes, o país asiático atinge a segunda colocação no ranking dos principais importadores de pneus para o Brasil, perdendo apenas para a Argentina, tradicional parceira do setor.

A importação de pneus novos provocou ainda prejuízos indiretos ao setor. Impediu, por exemplo, que os fabricantes de pneus novos criassem 4,5 mil postos de trabalho, com salário médio de R$ 1,8 mil, e adquirissem o equivalente a R$ 850 milhões em matérias-primas no mercado nacional.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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