Indústria espera alta de 7,6% para o PIB

Em: 15 de dezembro de 2010
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para cima sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) ao final do ano. A entidade passou a prever expansão da economia do Brasil de 7,6%
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para cima sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) ao final do ano. A entidade passou a prever expansão da economia do Brasil de 7,6%

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para cima sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) ao final do ano. A entidade passou a prever expansão da economia do Brasil de 7,6%. Na projeção anterior, de setembro, o crescimento estava estimado em 7,5%. Pela primeira vez, a entidade divulgou projeção para a alta do PIB em 2011, que ficou em 4,5%.
Para o PIB Industrial, foi rebaixada a previsão de expansão de 12,3%, em setembro, para 10,9%, no documento apresentado nesta terça-feira sobre a economia brasileira em 2010 e as projeções para 2011. Para o próximo ano, a CNI espera que o PIB do setor cresça 4,5%.
Já o consumo das famílias foi revisado de 7,6% na projeção realizada em setembro para 7,9% na projeção divulgada nesta terça. Para 2011, o consumo deve ficar em 5,1%, acredita a CNI. Foi mantida ainda a previsão para os investimentos (24,5%), uma taxa bem superior à que a entidade projeta para o ano que vem (13,5%). A CNI derrubou a estimativa para a taxa de desemprego em 2010 de 7% para 6,8%, e projetou que a situação será ainda melhor ao final de 2011, quando a parcela de desempregados deve ficar em 6%.
O documento também apresentou revisões para índices de inflação, de câmbio e de juros. A CNI elevou de 5% em setembro para 5,8% a previsão para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ao final do ano, acima do centro da meta do governo para o indicador, que é de 4,5%. Para 2011, a projeção foi de uma inflação um pouco mais amena, de 5%.
Para a taxa de câmbio ao final do ano, a CNI manteve a previsão de R$ 1,70, mesma projeção para o ano que vem. A taxa básica de juros (Selic) foi confirmada na última semana pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em 10,75% ao ano, como a CNI previa. Para 2011, a entidade industrial aposta numa taxa de 12% ao ano.

Contas públicas

A CNI apresentou também previsões para as contas públicas, já descontados os resultados da Petrobras e da Eletrobras. A entidade estima, para este ano, deficit público nominal de 2,9% do PIB, superavit público primário de 2,3% do PIB e dívida pública líquida de 40,8% do PIB. Para 2011, as projeções são de deficit nominal de 3,2% do PIB, superavit primário de 2,2% do PIB e dívida pública de 40,4% do PIB.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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