Indústria na China tem queda de 8,8%

Em: 29 de setembro de 2015
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Lucro das maiores empresas da indústria da China teve queda de 8,8% em agosto

O lucro das maiores empresas do setor industrial da China teve queda de 8,8% em agosto ante igual mês do ano passado, após recuar em ritmo mais moderado em julho, de 2,9%, em meio à desaceleração da segunda maior economia do mundo, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. Os ganhos de companhias da indústria chinesa com receita anual superior a 20 milhões de yuans totalizaram 448,1 bilhões de yuans em agosto, de acordo com a agência de notícias Xinhua.
O NBS atribuiu o resultado de agosto à queda nos preços dos produtos industriais – diante da fraca demanda doméstica -, ao aumento no custo unitário, à recente turbulência nos mercados acionários chineses e à volatilidade da moeda local, o yuan. Além disso, houve queda significativa nos lucros dos setores automotivo, petrolífero e de químicos.
Entre janeiro e agosto, o lucro do setor industrial chinês caiu 1,9% ante o mesmo período de 2014, para cerca de 3,77 trilhões de yuans, após diminuir 1% nos primeiros sete meses do ano, informou a Xinhua.

Nove dias sem notícias
O feriado na China, que começa na quinta-feira, deve dar aos preços do petróleo algum impulso, segundo o banco alemão Commerzbank. Os mercados chineses estarão fechados durante uma semana a partir da quinta-feira, o que significa que nenhum indicador econômico deve ser liberado até 9 de outubro, no mínimo.
Não haverá, portanto, qualquer nova informação sobre o enfraquecimento da economia chinesa, o que junto com a queda na produção dos EUA pode impulsionar os preços, diz o Commerzbank. Em geral, os dados macroeconômicos da China são vistos pelos operadores como uma maneira de avaliar a atividade global, sendo que qualquer número negativo pode gerar forte pressão de baixa, especialmente quando os preços das commodities já estão fracos.

Agência Estado

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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