INDÚSTRIA – Número de trabalhadores cai pelo 14º mês

Em: 13 de janeiro de 2013
Dados sobre emprego aferidos pelo IBGE revelam que estratégia do setor inclui redução dos salários dos colaboradores
Dados sobre emprego aferidos pelo IBGE revelam que estratégia do setor inclui redução dos salários dos colaboradores

A queda de 0,6% na produção industrial brasileira em novembro de 2012 não gerou demissões, mas reduziu o salário dos funcionários do setor. É o que aponta a pesquisa industrial mensal de emprego e salário divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em novembro, o nível do pessoal assalariado na indústria ficou estável frente a outubro, quando foi registrada alta de 0,4%. Já o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, descontadas as influências sazonais, caiu 0,2% na comparação com outubro, após avançar 1,1% no mês anterior.
Na comparação com novembro de 2011, a queda no total do pessoal ocupado assalariado na indústria foi de 1%, sendo o 14º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.
No acumulado dos 11 meses de 2012, o recuo foi de 1,4% frente a igual período do ano anterior.

Regiões

Segundo o IBGE, no confronto com novembro de 2011, a redução do contingente de trabalhadores ocorreu em dez dos 14 locais pesquisados.
O principal impacto negativo foi observado na região Nordeste (-4%), pressionado pelas taxas negativas em 12 dos 18 setores investigados, especialmente nas indústrias de refino de petróleo e produção de álcool (-21%), indústrias extrativistas (-9,7%) e de vestuário (-6,6%).
Resultados negativos também foram apurados no Rio Grande do Sul (-3,6%), Pernambuco (-6,7%), Rio de Janeiro (-2,7%) e São Paulo (-0,3%). O primeiro foi influenciado pela queda nos setores de calçados e couro (-11,7%), borracha e plástico (-10,4%) e vestuário (-17,6%). Pernambuco teve perda em alimentos e bebidas (-11,7%). Na indústria fluminense, a pressão ficou por conta de vestuário (-18,0%), papel e gráfica (-11,9%) e minerais não metálicos (-11,5%).
Já São Paulo mostrou recuo nos setores têxtil (-12,6%), meios de transporte (-5,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,2%), produtos de metal (-6,7%) e vestuário (-9,2%), enquanto o Paraná (1,1%) apontou a principal contribuição positiva, com destaque para os setores de alimentos e bebidas (7,1%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,6%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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