A indústria brasileira, que teve em junho uma aceleração de seu crescimento, pode ter em julho um processo semelhante. Em junho, ao crescer sua produção com relação ao mesmo mês do ano passado em 6,6% (variação de 4,9% em maio) e 1,2% com relação a maio com ajuste sazonal (1,3% no mês anterior), não deixou dúvidas de que estava em curso uma relevante de ampliação do crescimento.
A novidade de junho foi a “entrada” em cena da indústria de São Paulo, até então uma coadjuvante nesse processo, no qual as indústrias de Minas Gerais e dos Estados do Sul do país eram os carros-chefes. Pela primeira vez desde fevereiro último, as taxas de evolução apuradas para São Paulo foram maiores relativamente à média brasileira, respectivamente, 6,8% e 2%. Ou seja, a indústria líder do país assumiu o comando da ativação industrial que ocorre no país.
Segundo o indicador elaborado pela FGV/AES Eletropaulo, a indústria de São Paulo cresceu 1,3% em julho frente a junho com ajuste sazonal, o que, se for confirmado, representará o terceiro mês consecutivo de evolução expressiva.
Comparativamente a julho do ano passado, a indústria teria crescido 9,4% segundo essa mesma projeção, o maior percentual desde dezembro de 2004. Dada a maior ascendência de São Paulo sobre o resultado global da indústria brasileira reportada acima, tais projeções de crescimento da indústria desse Estado autorizam conceber que a indústria brasileira terá um desempenho excepcional em julho, superior ao desempenho de junho (6,6% com relação a igual mês de 2006), podendo chegar a 8%.
Importa observar ainda que, confirmada a expectativa para o desempenho paulista, o crescimento industrial acumulado no ano até julho superará a faixa dos 5% (4,8% no acumulado janeiro/junho), o que significa dizer que, deixada às suas próprias forças, a produção industrial brasileira já estaria encaminhando-se para um padrão de crescimento na faixa de 6%, quando nos dois anos anteriores (2005 e 2006) não passava de 3%.
A conjuntura internacional, que agora mais do que em qualquer outro momento nos últimos anos apresenta aguda instabilidade, é o principal fator de risco que pode levar à interrupção desse processo. No plano interno, uma mudança do atual compasso de redução da taxa de juros devido ao receio de contaminação da economia brasileira pela onda de instabilidade internacional pode ter o mesmo desfecho.
Por isso, atualmente se revela como algo particularmente relevante a forma como o Banco Centra brasileiro irá modular a política monetária tendo em vista os acontecimentos externos.
Indústria paulista comemora atuação
Em: 10 de agosto de 2007
A conjuntura internacional, que agora mais do que em qualquer outro momento nos últimos anos apresenta aguda instabilidade, é o principal fator de risco
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também


Com 11,4 milhões de passageiros, transporte aéreo cresce 2,5% em agosto
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Samba Manaus se aproxima da despedida
21 de setembro de 2026

Candidatos não podem ser presos, a não ser em flagrante, até o fim do 1º turno
21 de setembro de 2026

Amazonas define representante para o maior campeonato de batalha de rima do Brasil
21 de setembro de 2026

Anvisa manda apreender medicamento falsificado para câncer de mama
21 de setembro de 2026

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
21 de setembro de 2026