Os preços ao consumidor na China tiveram uma alta de 7,1% em janeiro, após as nevascas no país que agravaram a situação de escassez de alimentos, segundo dados divulgados ontem pelo Escritório Nacional de Estatísticas.
Além das pressões causadas pela situação no suprimento de alimentos, outros fatores podem dar mais impulso ao índice são os preços de itens como carvão e minério de ferro, cuja demanda vem crescendo na indústria.
Para fevereiro, a expectativa é de que a inflação “fique bem acima dos 7% e pode chegar inclusive perto dos dois dígitos’’, segundo os economistas Yu Song e Hong Liang, do Goldman Sachs.
No mês passado, a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China anunciou medidas para conter a inflação. Em comunicado, a comissão informou que irá dar apoio maior ao setor primário neste ano, além de aumentar a oferta de produtos agrícolas e usar recursos nos mercados nacionais e internacionais para estabilizar os preços no país.
Além disso, a instituição que regula o planejamento econômico da China indicou que os preços de gasolina, gás natural, eletricidade, água, calefação e transporte público continuarão congelados no futuro próximo.
No início deste mês, o Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento da economia chinesa em 2008 para 9,6%, 1,2 ponto abaixo da estimativa anterior e também do cálculo oficial do governo chinês. O organismo econômico informou que “a economia chinesa começou a se refrear depois dos recordes batidos em 2007’’, quando cresceu 11,4%.
Entre os principais motivos da desaceleração, o banco citou a contenção nas exportações devido à menor demanda externa e o aumento da inflação até 6,5% em dezembro, promovido pelo encarecimento dos alimentos.
A inflação pode ainda levar o governo chinês a adotar mais medidas como a de multar produtores e comerciantes que aumentarem os preços de alimentos básicos, combustíveis e alguns serviços, que vêm sendo controlados pelo governo.
A multa máxima para quem infringir o controle de preços foi estipulada em um milhão de yuans (US$ 139,7 mil).
Outra forma de combater a inflação chinesa seria aumentar a taxa de juros, o que pode comprometer o crescimento da economia do país.
Em dezembro, o Banco do Povo da China (banco central do país) anunciou um novo aumento das taxas de juros, elevando a taxa de depósito em 0,27 ponto percentual e a taxa de crédito em 0,18 ponto percentual, segundo comunicado do banco.
A taxa de depósito em um ano ficou em 4,14%, enquanto a taxa básica de crédito passou a 7,47%.
Inflação da China atinge alta superior a 7%
Em: 19 de fevereiro de 2008
Inflação pode ainda levar o governo chinês a adotar mais medidas como a de multar produtores e comerciantes que aumentarem os preços de alimentos
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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