Inflação desacelera para 0,66%

Em: 29 de janeiro de 2008
A taxa média geral passou de 34,7% ao ano em novembro para 33,8% ao ano em dezembro. Em 12 meses, a redução é de seis pontos percentuais
A taxa média geral passou de 34,7% ao ano em novembro para 33,8% ao ano em dezembro. Em 12 meses, a redução é de seis pontos percentuais

Os juros cobrados nas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e empresas seguiram a tendência de queda do ano e encerraram 2007 no patamar mais baixo da série histórica do Banco Central, iniciada em junho de 2000 -as taxas estão neste patamar desde o primeiro semestre do ano passado.

No ano, algumas taxas apresentaram recuos superiores a dez pontos percentuais, como é o caso do crédito pessoal. Em compensação, o cheque especial -a linha mais cara para o consumidor-, caiu pouco no decorrer de 2007.

A taxa média geral passou de 34,7% ao ano em novembro para 33,8% ao ano em dezembro. Em 12 meses, a redução é de seis pontos percentuais.

Já o spread bancário -diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes- apresentou um recuo de 1,1 ponto percentual, para 22,4 pontos percentuais, também o menor valor já registrado. Em 2007, a redução total chegou a 4,8 pontos percentuais.

Considerando apenas as operações destinadas às pessoas físicas, a taxa caiu 0,9 ponto percentual no ano, para 43,9% ao ano em dezembro.

O maior responsável por essa queda é a modalidade crédito pessoal, que passou de 46,8% em novembro para 45,8% em dezembro. Em 12 meses, o recuo acumulado é de 11,4 pontos percentuais.

Dentro dessa modalidade está o crédito consignado -desconto em folha de pagamento-, que apresentou um recuo de 0,6 ponto, para 28,4% ao ano no mês passado -uma desaceleração de 4,9 ponto percentuais em 2007.

Na aquisição de veículos, a taxa caiu 0,3 ponto percentual, para 28,8% ao ano. Em 12 meses, o recuo chega a 3,5 pontos percentuais. A taxa para a aquisição dos demais foi a única que apresentou elevação em dezembro, de dois pontos percentuais, para 56,5% ao ano. A queda no acumulado de 12 meses é de 4,5 pontos.

No cheque especial, a queda foi de 0,6 ponto percentual e a taxa terminou o ano em 138,1% ao ano.

Em 12 meses, a modalidade mais cara ao consumidor apresentou um recuo de apenas 3,9 pontos.

O spread do conjunto dessas operações é de 31,9 pontos percentuais, queda de 1,4 ponto em dezembro e de 7,7 pontos no acumulado de 2007.

No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros caiu para 22,9% ao ano em dezembro, uma queda de 0,4 ponto percentual. Em dezembro de 2006, estava em 26,2% ao ano, ou seja, caiu 3,3 pontos em 12 meses.

O spread das operações para as pessoas jurídicas caiu 0,4 ponto percentual, para 11,9 pontos percentuais. Em 12 meses, o recuo é de 1,6 ponto percentual.

Os recuos mais significativos no ano ocorreram nas modalidades prefixadas, como na chamada conta garantida e nas linhas para a aquisição de bens.

Em relação à pontualidade dos consumidores brasileiros, a taxa de inadimplência -atrasos superiores a 90 dias- ficou em 4,3%, queda de 0,2 ponto, contra 5% ao ano em dezembro de 2006. Nas empresas, ela ficou em 2% ao ano -um recuo de 0,7 ponto em 12 meses.

Para as pessoas físicas, a inadimplência ficou em tornode 7%, ante 7,6% em dezembro de 2006.

BC divulga crescimento

O volume de crédito no sistema financeiro brasileiro subiu 27,3% em um ano e chegou a R$ 932,311 bilhões em dezembro, o equivalente a 34,7% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em dezembro de 2006, o crédito representava 30,7% do PIB do país.

O crescimento é maior do que o registrado no ano de 2006, quando o volume de crédito subiu 20,7% em relação ao ano anterior. Só em dezembro do ano passado a elevação foi de 2,5%.

Os valores levam em conta os recursos livres e direcionados, ou seja, aqueles como os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o financiamento habitacional.

O estoque de crédito com recursos livres era de R$ 658,979 bilhões, um crescimento de 2,8% no mês e de 32,2% no acumulado de 12 meses. Com esses recursos, o maior aumento no mês de dezembro ocorreu nas operações destinadas às empresas, a 4,4%, chegando a R$ 342

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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