O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) ficou estável na primeira leitura prévia do mês de setembro, contra uma ligeira variação negativa de 0,01% na mesma comparação em agosto. Dentro dessa comparação, o índice acumula alta de 8,35% no ano e de 12,19% nos 12 meses até agosto. Os dados foram divulgados ontem pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI -usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel-, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. A primeira prévia do IGP-M de setembro é referente a preços pesquisados entre os dias 21 e 31 de agosto.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 0,14% na primeira estimativa deste mês, contra deflação de 0,24% na primeira prévia de agosto. O índice referente a Bens Finais recuou de 0,55% para deflação de 0,30%, com a desaceleração do subgrupo alimentos processados (de alta de 1,53% para deflação de 0,29%. No estágio dos Bens Intermediários, a taxa de variação passou de 0,99% para 0,89%, com destaque para o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção (de 2,64% para -0,65%).
O índice referente a Matérias-Primas Brutas teve queda de 1,50%, menor que a de 2,79% um mês antes. Os destaques foram os itens soja em grão (-8,47% para -0,50%), café em grão (-3,89% para 1,95%) e minério de ferro (-1,66% para 1,34%). Já os itens tomate (-14,42% para -34,61%), leite in natura (-2,84% para -7,25%) e suínos (6,45% para -2,99%) tiveram novas desacelerações.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve ligeira variação negativa de 0,08%, contra 0,07% no mesmo período do mês anterior, com destaque para o grupo Alimentação (de -0,59% para -1,02%). Os destaques foram os itens hortaliças e legumes (-4,17% para -8,42%), arroz e feijão (-0,39% para -3,49%) e laticínios (-0,51% para -1,73%).
Também desaceleraram os preços nos grupos Habitação (0,64% para 0,25%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,62% para 0,44%), com destaque para os itens tarifa de telefone fixo residencial (2,31% para 0,42%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,69% para -0,01%).
Já os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,04% para 0,51%), Despesas Diversas (0,34% para 1,03%), Vestuário (-0,69% para -0,28%) e Transportes (0,03% para 0,15%) tiveram alta, com destaque para salas de espetáculo (-0,97% para 3,92%), cigarros (de estabilidade para 2,11%), calçados (-0,72% para 1,28%) e seguro facultativo para veículo (0,04% para 1,33%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 1,17%, abaixo do 1,40% da primeira prévia de agosto. O índice relativo a Materiais e Serviços registrou alta de 1,99%, ligeiramente abaixo dos 2% vistos um mês antes. O índice que representa o custo da Mão-de-Obra desacelerou para 0,23%, contra 0,73% na estimativa inicial de agosto.
IPC registra aumento de 0,47%
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) abriu o mês de setembro com alta de 0,47%, maior desde a terceira semana de julho, quando a alta foi de 0,56%.
Os índice de preços dos alimentos teve o menor resultado desde julho de 2006, mas os preços na categoria Habitação tiveram a maior alta desde setembro de 2004. Os dados foram divulgados na quarta-feira.
Os preços dos alimentos tiveram deflação de 0,55%, menor índice desde a primeira semana de julho de 2006, quando houve uma deflação de 1,11%. Já o indicador da categoria Habitação subiu 1,18%, maior desde a segunda semana de setembro, quando a alta foi de 1,27%.
Na categoria Despesas Pessoais os preços abriram setembro com alta de 1%, contra 0,75% no encerramento de agosto. Na categoria Vestuário os preços avançaram, mas continuam em território negativo: o índice divulgado ontem mostrou deflação de 0,10%, contra 0,38% no fim do mês passado.
Os preços na categoria Educação tiveram ligeira variação para baixo, mostrando crescimento de 0,11%, contra 0,12% uma semana antes.
Na categoria Transportes, os preços tiveram ligeira variação para cima, registrando alta de 0,31%, contra 0,29% uma semana antes. Nos preços na categoria Saúde houve alta de 0,56%, contra 0,44% no fim de agosto.
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda de 1 até 20 salários mínimos. Na pesquisa, são feitas cerca de 110 mil tomadas de preços.







