O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) registrou desaceleração em janeiro e subiu 1,02%, contra alta de 1,59% um mês antes, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Os preços dos alimentos ao consumidor ainda pressionam, mas os gastos com material escolar e reajustes de mensalidades pressionaram. O indicador de preços dos alimentos incluído no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 1,84%, contra 1,42% um mês antes (o próprio IPC teve alta de 0,81%, contra 0,54% um mês antes), com destaque para arroz e feijão (de 7,97% para 14,98%). Já o grupo Educação, Leitura e Recreação teve alta de 0,88%, contra 0,15% um mês antes. A alta nos preços de cursos formais -que, de estabilidade passaram para alta de 1,31%- foi o destaque.
Ainda no IPC subiram os preços nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,09% para 0,42%), Habitação (de -0,07% para 0,15%), Trans-portes (de 0,64% para 0,77%) e Despesas Diversas (0,44% para 0,45%), com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,67% para 0,62%), material de limpeza (-0,14% para 0,43%), tarifa de ônibus urbano (0,00% para 1,07%) e alimento para animais domésticos (-0,82% para 1,32%). Em baixa ficou o grupo Vestuário (1,02% para 0,44%), com destaque para roupas (1,13% para 0,19%) e calçados (1,20% para 1,04%).
No IPA (Índice de Preços por Atacado), a pressão sobre os preços dos alimentos diminuiu. O índice teve alta de 1,17% , contra 2,15% um mês antes. O indicador de preços no grupo Bens Finais subiu 0,23% em janeiro, contra 2,36% em dezembro.
A redução se deveu às desacelerações no subgrupo alimentos in natura (de 8,54% para 1,87%). O Índice Nacional de Custo da Construção teve alta de 0,55%, contra 0,33% um mês antes. O grupo Materiais subiu 0,47%, contra 0,37% um mês antes. O índice do grupo Mão-de-Obra avançou de 0,15% para 0,59%, com o reajuste salarial em Belo Horizonte. Dos três grupos componentes do INCC, somente Serviços teve decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,16%, em dezembro, para 0,66%, em janeiro.
Desaceleração nos preços dos alimentos
Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), a desaceleração dos preços dos alimentos, no entanto, fez com que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pela fundação referente à segunda quadrissemana deste mês -30 dias até 15 de janeiro- desacelerasse para 0,71% (contra 0,81% no período imediatamente anterior).
Os preços na categoria Educação tiveram alta de 1,87%, contra 0,83% no período anterior. Foi o maior índice desde a segunda quadrissemana de fevereiro do ano passado, quando registrou alta de 2%. Já na categoria Alimentação a alta recuou para 1,66%, contra 2,03% na abertura deste mês. Foi o menor índice desde a terceira quadrissemana de novembro, quando houve alta de 1,05%.
Com exceção dos preços nas categorias Educação (que teve alta) e Despesas Pessoas (que manteve a mesma variação na quadrissemana anterior, 1,14%), todos os demais tiveram queda. A maior foi a registradas nos preços dos alimentos (0,37 ponto percentual). Em seguida vem a registrada na categoria Vestuário, que teve alta de 0,67%, recuo de 0,26 ponto percentual (a taxa anterior era de 0,93%). Foi o menor índice desde a terceira prévia de dezembro, quando houve alta de 0,62%.
Na categoria Saúde houve alta de 0,26% (menor desde a terceira prévia de outubro, 0,14%), contra 0,37% uma semana antes (recuo de 0,11 ponto percentual).
Os preços na categoria Habitação subiram 0,05% na última semana, contra 0,11% no início deste mês, um recuo de 0,06 ponto percentual. O índice divulgado hoje foi o menor desde o início de dezembro, quando houve a mesma variação.
O IPC da Fipe mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.







