Inflação medida pelo IGP-10 atinge 1,02% em janeiro

Em: 19 de janeiro de 2008
Os preços dos alimentos ao consumidor ainda pressionam, mas os gastos com material escolar e reajustes de mensalidades pressionaram
Os preços dos alimentos ao consumidor ainda pressionam, mas os gastos com material escolar e reajustes de mensalidades pressionaram

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) registrou desaceleração em janeiro e subiu 1,02%, contra alta de 1,59% um mês antes, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Os preços dos alimentos ao consumidor ainda pressionam, mas os gastos com material escolar e reajustes de mensalidades pressionaram. O indicador de preços dos alimentos incluído no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 1,84%, contra 1,42% um mês antes (o próprio IPC teve alta de 0,81%, contra 0,54% um mês antes), com destaque para arroz e feijão (de 7,97% para 14,98%). Já o grupo Educação, Leitura e Recreação teve alta de 0,88%, contra 0,15% um mês antes. A alta nos preços de cursos formais -que, de estabilidade passaram para alta de 1,31%- foi o destaque.

Ainda no IPC subiram os preços nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,09% para 0,42%), Habitação (de -0,07% para 0,15%), Trans-portes (de 0,64% para 0,77%) e Despesas Diversas (0,44% para 0,45%), com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,67% para 0,62%), material de limpeza (-0,14% para 0,43%), tarifa de ônibus urbano (0,00% para 1,07%) e alimento para animais domésticos (-0,82% para 1,32%). Em baixa ficou o grupo Vestuário (1,02% para 0,44%), com destaque para roupas (1,13% para 0,19%) e calçados (1,20% para 1,04%).

No IPA (Índice de Preços por Atacado), a pressão sobre os preços dos alimentos diminuiu. O índice teve alta de 1,17% , contra 2,15% um mês antes. O indicador de preços no grupo Bens Finais subiu 0,23% em janeiro, contra 2,36% em dezembro.

A redução se deveu às desacelerações no subgrupo alimentos in natura (de 8,54% para 1,87%). O Índice Nacional de Custo da Construção teve alta de 0,55%, contra 0,33% um mês antes. O grupo Materiais subiu 0,47%, contra 0,37% um mês antes. O índice do grupo Mão-de-Obra avançou de 0,15% para 0,59%, com o reajuste salarial em Belo Horizonte. Dos três grupos componentes do INCC, somente Serviços teve decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,16%, em dezembro, para 0,66%, em janeiro.

Desaceleração nos preços dos alimentos

Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), a desaceleração dos preços dos alimentos, no entanto, fez com que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pela fundação referente à segunda quadrissemana deste mês -30 dias até 15 de janeiro- desacelerasse para 0,71% (contra 0,81% no período imediatamente anterior).

Os preços na categoria Educação tiveram alta de 1,87%, contra 0,83% no período anterior. Foi o maior índice desde a segunda quadrissemana de fevereiro do ano passado, quando registrou alta de 2%. Já na categoria Alimentação a alta recuou para 1,66%, contra 2,03% na abertura deste mês. Foi o menor índice desde a terceira quadrissemana de novembro, quando houve alta de 1,05%.

Com exceção dos preços nas categorias Educação (que teve alta) e Despesas Pessoas (que manteve a mesma variação na quadrissemana anterior, 1,14%), todos os demais tiveram queda. A maior foi a registradas nos preços dos alimentos (0,37 ponto percentual). Em seguida vem a registrada na categoria Vestuário, que teve alta de 0,67%, recuo de 0,26 ponto percentual (a taxa anterior era de 0,93%). Foi o menor índice desde a terceira prévia de dezembro, quando houve alta de 0,62%.

Na categoria Saúde houve alta de 0,26% (menor desde a terceira prévia de outubro, 0,14%), contra 0,37% uma semana antes (recuo de 0,11 ponto percentual).

Os preços na categoria Habitação subiram 0,05% na última semana, contra 0,11% no início deste mês, um recuo de 0,06 ponto percentual. O índice divulgado hoje foi o menor desde o início de dezembro, quando houve a mesma variação.

O IPC da Fipe mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar