Inflação oficial fecha julho praticamente estável

Em: 9 de agosto de 2010
A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou praticamente estável em julho, registrando variação de 0,01%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou praticamente estável em julho, registrando variação de 0,01%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação oficial usada pelo governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou praticamente estável em julho, registrando variação de 0,01%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, o índice havia ficado estável.
No mês passado, a inflação havia sido de 0,24%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,6%, quase no centro da meta (4,5%) determinada pelo Governo Federal. No ano, o índice registra elevação de 3,1%.
Os alimentos tiveram deflação de 0,76%, ante variação negativa de 0,90% no mês anterior.
Os produtos não alimentícios tiveram desaceleração e registraram inflação de 0,24%, ante os 0,27% registrados no de junho.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, teve deflação de 0,07% em julho, ante -0,11% observado no mês anterior.
Nos 12 meses encerrados em julho, o indicador acumula elevação de 4,44%, abaixo dos 4,76% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

Deflação em alimentos

Para o economista Nobel Asset Management Paulo Val, o resultado praticamente estável do IPCA de julho refletiu um período de queda resistente do grupo Alimentação, que não tende a se confirmar nas próximas divulgações do indicador de inflação. O especialista afirmou que trabalha, já para agosto, inicialmente com uma taxa entre 0,30% e 0,35% para o indicador do IBGE.
“De forma geral, este foi um número bem dentro do aguardado nos últimos dias. Se olharmos o que era esperado há um mês, a maior surpresa foi a continuidade da deflação forte em Alimentação”, comentou Paulo Val, referindo-se ao grupo que apresentou baixa de 0,76% em julho ante queda de 0,90% em junho. “É um índice que veio baixo, que tem vários componentes transitórios neste resultado mais baixo, mas os próximos dados já devem ser de um retorno da inflação num patamar um pouco mais pressionado, com agosto e setembro mostrando números já mais fortes”, destacou.
Especificamente em relação ao resultado de julho, o economista da Nobel citou que, além da queda persistente da Alimentação, chamou a atenção na pesquisa do IBGE o comportamento de preços em queda dos bens duráveis, como os automóveis novos e usados, além de o desempenho favorável dos núcleos de inflação. Já para agosto, ele disse acreditar na passagem da Alimentação e da parte de bens duráveis para o terreno de altas e lembrou que a parte de Serviços tende a ganhar um elemento pressão, que é o impacto dos reajustes sazonais de meio do ano do grupo Educação.
Questionado sobre o IPCA acumulado de 2010, que, até julho, registrou taxa de 3,10%, Paulo Val afirmou que continua com uma previsão ainda alta para o resultado acumulado para o ano, em torno de 5,30% a 5,40%. Ele salientou que ainda tende a promover alguma atualização em seus cálculos, mas lembrou que a tendência de retomada da inflação no final do ano ainda deve deixar o resultado final de 2010 distante do centro da meta de inflação de 4,5% perseguido pelo Banco Central.
“Ainda preciso fechar estes números, mas eles seriam mais neste range. São cinco meses que restam ainda e a inflação de final de ano tende a ser um pouco mais forte”, concluiu o economista, que preferiu não comentar sobre futuros passos do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) sobre os juros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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