Inflação pelo IGP-10 recua e fica em 0,38% em agosto

Em: 19 de agosto de 2008
Embalada pela queda das commodities agrícolas, a inflação desceu ladeira abaixo: o IGP-10 (Índice Geral de Preços que mede a inflação entre os dias 10 de um mês e do outro)baixou de 2% em julho para 0,38% neste mês, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas)
Embalada pela queda das commodities agrícolas, a inflação desceu ladeira abaixo: o IGP-10 (Índice Geral de Preços que mede a inflação entre os dias 10 de um mês e do outro)baixou de 2% em julho para 0,38% neste mês, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas)

Embalada pela queda das commodities agrícolas, a inflação desceu ladeira abaixo: o IGP-10 (Índice Geral de Preços que mede a inflação entre os dias 10 de um mês e do outro) baixou de 2% em julho para 0,38% neste mês, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). É o menor índice desde o 0,22% do mês de julho de 2007.
De julho para agosto, o índice sofreu desaceleração de 1,62 ponto percentual, a mais significativa desde o mês de janeiro de 2003 – 2,58 pontos ante dezembro.
A perda de fôlego da inflação ficou concentrada nos produtos agrícolas no atacado, cuja queda de 1,98% neste mês seguiu o ritmo de redução das commodities internacionais. Somente a soja, um dos produtos de maior peso no índice, caiu 6,51% e contribuiu com 0,62 ponto percentual negativo no índice.
Em julho, os agrícolas registraram alta 4,46%. Diante desses resultados, o IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 0,25% neste mês (2,54% em julho). A perda de ritmo foi gerada pelos agrícolas, já que os produtos industriais não caíram com força – passaram da alta de 1,71% em julho para 1,13% neste mês.
“A descompressão da inflação está ligada em grande parte à queda dos agrícolas. A queda tende a se estender, mas talvez não com a mesma intensidade de julho e do começo deste mês”, diz Fábio Romão, economista da consultoria LCA.

Preços internacionais

Além da soja, outras commodities caíram no IGP-10 deste mês na esteira da desaceleração dos preços internacionais, como milho (-3,73%) e trigo (-10,8%).
Para Salomão Quadros, coordenador da FGV, “o pior da inflação já passou”, embora novas altas não estejam descartadas. “Temos uma inflação internacional. Não sei se ela permanecerá nesse patamar, principalmente pelos produtos agrícolas, que estão instáveis”.
A tendência de recuo no atacado influenciou os preços no varejo, que também perderam fôlego. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) caiu de 0,65% em julho para 0,36% neste mês. O resultado refletiu principalmente a desaceleração dos preços dos alimentos – de 1,56% em julho para 0,13% neste mês.
Para Luiz Roberto Cunha, economista da PUC-RJ, a menor pressão sobre a inflação vai perdurar no atacado, mas não chegará com toda a intensidade no varejo. Para Cunha, os IGPs devem registrar deflação neste mês, o que não tende a ocorrer com os índices ao consumidor.
Ainda assim, diz, os índices mais baixos já repercutem nas expectativas futuras. Pela terceira semana consecutiva, economistas ouvidos pela pesquisa “Focus”, do BC, reduziram suas previsões para o IPCA deste ano. Elas já figuram novamente abaixo do teto da meta de 6,5%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar