Informações sobre abelhas sem ferrões ajudam em atividades de manejo

Em: 13 de janeiro de 2010
Com o monitoramento das melíponas, segundo o pesquisador da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Ricardo Costa, será possível o manejo de forma consciente e o compartilhamento dos dados com outros pesquisadores
Com o monitoramento das melíponas, segundo o pesquisador da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Ricardo Costa, será possível o manejo de forma consciente e o compartilhamento dos dados com outros pesquisadores

Monitorar as abelhas sem ferrões (melíponas) da Amazônia para realização de estudos de determinação de casta, sexo e variabilidade genética e conhecimento das espécies existentes na região é primordial para o manejo, tanto para fins ambientais quanto comerciais. Isso porque elas são responsáveis por 30% a 90% da polinização das árvores, dependendo do bioma considerado, e o mel por elas produzido é vendido por comunidades indígenas e caboclas para o mercado europeu.
Com o monitoramento das melíponas, segundo o pesquisador da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Ricardo Costa, será possível o manejo de forma consciente e o compartilhamento dos dados com outros pesquisadores. O acompanhamento vem sendo feito pelo projeto de mestrado “Utilização de DataWarehouse para gerenciar dados de Redes de Sensores sem Fio que monitoram polinizadores”.

Fora de tabulação

A pesquisa conta com recursos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) por meio do RH-Interinstitucional – Fluxo Contínuo (Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas) e é executada em parceria com o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e a Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
Segundo Costa, atualmente, os dados coletados por muitos pesquisadores que trabalham com melíponas não estão acessíveis a todos, fora de tabulação e não podem ser alterados conforme o surgimento de novas informações. Ele explicou que com o DataWarehouse – um tipo de software – será possível a criação de um banco de dados mais flexível e com maior facilidade de acesso, pois estarão disponíveis em forma de planilhas de textos.
“Com as informações, os criadores e pesquisadores poderão tomar decisões quanto ao manejo ou não de determinadas espécies e suas características, ou seja, como elas respondem ao longo do ano a situações adversas impostas pelo clima, umidade, entre outros”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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