As empresas que investirem em inovações tecnológicas podem ser beneficiadas com a desoneração de impostos, revelou ontem o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho. Segundo ele, a instituição financeira e o Ministério da Fazenda estão articulando as medidas.
De acordo com Coutinho, o governo pretende montar uma estrutura tributária que estimule o investimento em projetos que resultem em aumento da produtividade nas empresas. Além disso, disse ele, o BNDES pretende ampliar o financiamento para o setor.
Nas áreas de programas de computador (softwares) e farmacêutica, afirmou Coutinho, o banco estimou que, em 2010, os financiamentos para o desenvolvimento de novas tecnologias chegarão a R$ 1 bilhão e R$ 3 bilhões, respectivamente. Atualmente, o BNDES financia 258 projetos de inovação, que somam, entre aprovações, contratações e desembolsos, R$ 1,764 bilhão.
Em seminário sobre inovação na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, Coutinho ressaltou que a inovação será um dos pilares da segunda etapa da política industrial, em elaboração pelo governo. Daremos prioridade muito forte inovação tecnológica em todos os grandes setores da economia brasileira, ressaltou.
Coutinho declarou ainda que as pequenas empresas também entrarão nessa política. Também temos a preocupação em apoiar a pequena empresa inovadora, destacou.
O presidente do BNDES afirmou ainda que o crescimento econômico requer um novo ciclo de invenções. A política industrial é um ponto importante da política macroeconômica porque, com a inovação, é possível contribuir para a estabilidade econômica tornando mais eficiente a oferta de produtos, disse Coutinho.







