Inpa estuda formas de preservar o peixe-boi da região Amazônica

Em: 20 de julho de 2009
O Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) desenvolve há mais de 30 anos pesquisas sobre o peixe-boi amazônico
O Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) desenvolve há mais de 30 anos pesquisas sobre o peixe-boi amazônico

O Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) desenvolve há mais de 30 anos pesquisas sobre o peixe-boi amazônico. Os trabalhos visam à conservação do animal, que está ameaçado de extinção na região, e os resultados tornam a espécie mais conhecida pela população local. Atualmente, o instituto possui 38 peixes-bois, sendo 17 machos e 11 fêmeas.
Os pesquisadores podem trabalhar fazendo resgate, reabilitação, reintrodução e conservação. A reabilitação consiste em cuidar da saúde, nutrição e reprodução do animal.
Por conta da ameaça ao animal iniciada em 1971, os traba­lhos de pesquisa começaram em 1974 com a criação do Projeto Peixe-Boi e a partir daí os estudos tiveram expansão, e já na década de 1990 foram criados parques aquáticos e foi iniciada a reprodução em ca­tiveiro. Em 2001 surgiu a Associação de Amigos do Peixe-boi e em 2008 foi iniciado o programa de reintrodução. Outra finalidade da pesquisa é evitar o acasalamento incestuoso.
De acordo com a pesquisadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa, professora-doutora Vera Silva, o peixe-boi amazônico se diferencia do peixe-boi africano em alguns aspectos como o tamanho, por exemplo. A espécie da Amazônia é menor que a africana podendo atingir até três metros de altura e o peso pode ser de até 450 quilos. No Inpa, a maior espécie de peixe-boi é uma fêmea e pesa entre 300 e 350 quilos.
Ainda segundo a pesquisadora, o peixe-boi é um animal sensitivo, pois seus pêlos são finos, longos e espaçosos e têm a capacidade de detectar alterações no ambiente, como a temperatura da água, por exemplo. “O peixe-boi possui um mecanismo de grande defesa e se esconde ao menor barulho”, comentou Vera, ao dizer que a espécie ainda possui um baixo metabolismo e pode ficar até dez minutos mergulhado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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