Inpa perde pesquisadores por falta de plano de carreira

Em: 13 de março de 2008
Salários a baixo da média faz com que pesquisadores deixem o INPA
Salários a baixo da média faz com que pesquisadores deixem o INPA

A falta de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários digno, no INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia), faz com que a instituto perca muitos dos seus pesquisadores e cientistas para outras instituições, até do exterior, uma vez que falta uma tabela salarial em conjunto com o Fórum de Ciência e Tecnologia (C&T).
Foi o que afirmou o deputado Luiz Castro (PPS) em um comunicado de liderança de seu partido, ao mesmo tempo em que convocou os deputados estaduais e a bancada federal no Congresso Nacional para que seja encontrada uma solução satisfatória ao caso. Declarou ainda que a situação é extremamente difícil no INPA e está a exigir um posicionamento forte dos políticos, independente de partidos, para uma ação suprapartidária para mostrar ao governo federal e à nação brasileira que é preciso valorizar os servidores do INPA.
Ele explicou que, recentemente, um pesquisador que acabou de concluir um trabalho brilhante de reconhecimento internacional sobre seqüestro de carbono e que tem naquele Instituto a percepção de um salário de U$ 2.500 recebeu uma oferta de U$ 12.000 para trabalhar fora do Brasil.
Ao longo dos últimos dez anos o INPA perdeu metade dos seus pesquisadores.
Isso tudo, afirma, é porque eles não possuem um Plano digno. A situação de sustentabilidade econômica desses brasileiros que querem fazer pesquisas científicas e ajudar a preservar a Amazônia é crítica. “E nós precisamos todos nos unir, as classes política, empresarial, os governos estadual, municipal e federal, pesquisadores e servidores do INPA para defendermos esta instituição que tem bons trabalhos, excelentes perspectivas e poderá fazer muito para garantir a soberania brasileira sobre o futuro da Amazônia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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