Inpi reduz tempo de concessão de marcas para apenas 18 meses

Em: 9 de junho de 2008
A política de desenvolvimento produtivo, lançada pelo governo federal no mês passado, vai ampliar o trabalho do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
A política de desenvolvimento produtivo, lançada pelo governo federal no mês passado, vai ampliar o trabalho do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

A política de desenvolvimento produtivo, lançada pelo governo federal no mês passado, vai ampliar o trabalho do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) no sentido de conscientizar o empresariado sobre a necessidade de proteger suas marcas e designs (desenhos industriais) de cópias pirateadas no Brasil e no exterior.
O presidente do Inpi, Jorge Ávila, afirmou que, com a nova política, há um reforço do trabalho que o órgão já vinha fazendo junto a vários setores econômicos, entre os quais o de confecções. “A gente está fortalecendo todas as ações que tenham a ver com disseminação, educação, para uso do sistema da propriedade industrial”, disse.
Ávila revelou que o próximo passo é estreitar o trabalho com o setor automobilístico. A idéia é fazer um trabalho de conscientização da importância do registro de marcas e também de desenhos industriais e patentes junto não só s montadoras, que já têm uma gestão, mas junto a todo o seu parque de fornecedores no país, afirmou.
Ele destacou que o Inpi será fortalecido para que o processo de registro seja rápido. Segundo Ávila, antes o tempo para conceder o registro de uma marca era de cinco a seis anos. Hoje, caiu para um ano e seis meses. A meta, de acordo com o presidente da instituição, é que a concessão leve apenas um ano, para que não se descuide da qualidade. Um dos eixos, então, é esse: eficiência, sem perda da qualidade, observou.
Outra linha de atuação do Inpi é promover a conscientização sobre a importância do registro. Não é tão difícil nem tão caro você proteger seus desenhos industriais e suas marcas no Brasil. E no mundo, mostrar a importância e o significado que isso pode ter para o crescimento dos seus negócios, registrou.
Ávila lembrou que, desde 2003, o Inpi passa por um programa de reestruturação e modernização e que, devido a esse programa, ampliou o trabalho de produção de registro de marcas. A gente está conseguindo examinar, nos últimos 12 meses, algo em torno de 250 mil marcas, disse. Antes, a produção de marcas do Inpi variava entre 28 mil a 60 mil registros por ano.
O presidente do Inpi revelou que, na fase atual, o sistema brasileiro de propriedade intelectual está em discussão para que a participação das empresas brasileiras seja facilitada. Ele enfatizou a importância desse trabalho porque o mundo vive uma economia global que compete pela inovação.

Redação

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