Instituições particulares de ensino reforçam segurança

Em: 20 de abril de 2023

Em meio aos sucessivos casos de violência no ambiente escolar, instituições particulares de ensino em Manaus estão atuando com medidas para reforçar a segurança nas unidades educacionais. Desde os acontecimentos que expuseram a vulnerabilidade nas dependências das escolas, houve  um aumento na busca por serviços de empresas que atuam nesse mercado. No Amazonas, empresas de serviços de segurança privada e eletrônica, observaram um crescimento de 30%.

O colégio Fametro reforçou as práticas que garantem a segurança no estabelecimento. A diretora Cláudia Puça, do Colégio Fametro, informou que a escola sempre se preocupou com a segurança de seus alunos, professores e colaboradores. “Atualmente implementamos outras medidas para o reforço estratégico de segurança como por exemplo  o uso do detector de metal e outras estratégias de controle do fluxo de pessoas na escola. O colégio sempre investiu na segurança da unidade e continuará investindo”. 

Um levantamento feito com exclusividade para a CNN por empresas de segurança privada a nível nacional mostrou que o número de solicitações de serviço do setor em instituições de ensino teve um crescimento de 300% desde ataques em escolas.

O vice-presidente do Siese (Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Amazonas), André Melo, afirmou que o controle de acesso por meios eletrônicos como câmeras de monitoramento e uso de botão de pânico estão entre as medidas de segurança mais procuradas. 

“Nós da segurança eletrônica, registramos um aumento de 30% na procura por orçamentos envolvendo serviços como câmera de segurança, sistema de alarme e monitoramento pelo botão de pânico”. 

Esse alarme é monitorado, quando instalado nas empresas e disparado ele detecta que há algum tipo de ocorrência, o sistema manda mensagem e imediatamente a polícia e uma equipe da empresa se desloca até o local. “Já as câmeras de vigilância registram e gravam tudo que acontece que também serve como fator de inibição”. 

O colégio Martha Falcão  e o Idaam, também investiram no reforço à segurança escolar, porém, não deram retorno até o fechamento da edição. As instituições privadas de ensino em Manaus como o Centro Educacional Adalberto Valle e os Colégios Dom Bosco e Preciosíssimo Sangue também estão adotando medidas de reforço, como o uso do detector de metal. 

Iniciativa e orientação

A segurança escolar, foi pauta de uma reunião entre, representantes do Sinepe-AM (Sindicato dos Estabelecimentos Privados do Estado do Amazonas) com integrantes do Comitê Interinstitucional de Proteção, Monitoramento, Guarda e Segurança Escolar, implantado pelo Governo do Amazonas, e o Nise (Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar), da Secretaria de Estado de Educação e Desporto. O grupo discutiu propostas efetivas para coibir ameaças e a ocorrência de ataques na rede pública e privada de ensino do Amazonas.

No encontro foram apresentadas ao Sinepe-AM, sugestões de medidas a serem desenvolvidas pelas escolas, como palestras e orientações aos educadores, pais e estudantes, conforme recomendações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), PM (Polícia Militar), PC (Polícia Civil) e Seai (Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência), presentes no encontro.

“É importante destacar que as escolas vêm tomando providência com palestras e formações voltadas aos nossos gestores e colaboradores, além de reforçar a segurança com detector de metal”, destacou a presidente do Sinepe-AM, Laura Andrade. 

As principais recomendações do sindicato, é a revista nas mochilas, que as escolas refaçam os planejamentos com relação às intervenções aos programas socioemocionais e que desenvolvam intervenções durante todo o ano letivo contra o bullying e o cyberbullying. “Nós estamos bem alinhados junto com o Comitê de Integração e a gente espera que com todas essas medidas, detector de metais, reforço na segurança, curso de treinamentos para equipe e para os alunos seja uma maneira de devolver a tranquilidade para as escolas”. 

Denúncias

As denúncias podem ser feitas via 190, ou 181, ou ainda pelo número (92) 99414-0480 (telefone e WhatsApp) e via e-mail: [email protected]. O canal garante a preservação do sigilo das informações do denunciante.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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