Inteligência e rapidez fazem parte dos negócios

Em: 22 de janeiro de 2008
Existe, por outro lado, o tipo de profissional que age rapidamente. Ele se movimenta à frente dos demais e concretiza tudo quanto lhe é permitido
Existe, por outro lado, o tipo de profissional que age rapidamente. Ele se movimenta à frente dos demais e concretiza tudo quanto lhe é permitido

Alguns empreendedores são in­­teligentes e conseguem enxergar oportunidades que passam despercebidas por outros. São criativos e elaboram idéias visi­velmente interessantes. Todavia, pode ocorrer certa demora em tor­nar real o fruto de seus pensamentos. Há os casos em que sequer inicia-se tal ação, resultando em mero registro na memória ou, em caso extremo, no papel.

Existe, por outro lado, o tipo de profissional que age rapidamente. Ele se movimenta à frente dos demais e concretiza tudo quanto lhe é permitido. Porém, os resultados podem ser ineficazes e quando muito, raspam no alvo pretendido. Falta-lhe o direcionamento. O planejamento é fraco por desconsiderar a capacidade inteligente de coletar e avaliar as informações necessárias para se empreender adequadamente. O que falta em um sobra no outro.

A questão é que tais erros não passam impunes diante do exigente mercado. Muita gente perde a luta no campo de batalha. É uma guerra que pouco permite manter-se de pé após ter sido atingido em decorrência da falta de visão e ação.

Ao consultar a história e seus brilhantes exemplos a respeito das estratégias e ataques militares, é possível destacar, conforme as des­crições do jornalista Laurentino Gomes em seu livro de história luso-brasileira “1808: Napoleão Bonaparte”, quando promoveu uma transformação na arte da guerra. Seus exércitos se moviam com mais rapi­dez e agilidade do que qualquer outro.

Sempre tomavam a ofensiva e assumiam as posições mais vantajosas no campo de batalha, surpreendendo o inimigo que, muitas vezes, se retirava ou se rendia sem trocar um só tiro.Ou ainda: Num período de duzentos anos, os ingleses tinham vencido todas as batalhas navais em que se envolveram. Seus na­vios eram equipados e organizados de forma exemplar. As tripulações eram capazes de armar e recolher as velas, carregar e disparar os canhões em menos tempo do que qualquer outra marinha da época.

Pois bem, para vencer é preciso estar preparado e agir rapidamente. O gerenciamento não é uma operação simples, mas só é viável se houver vontade, aperfeiçoamento e dedicação permanentes.

Quando se descobre que se é bom em uma coisa e fraco noutra, e que o desenvolvimento do lado faltante está bem distante, aconselha-se a fazer uma parceria com aquele que possa complementar, levando-se em conta o alinhamento de objetivos das partes que pretendem unir forças através de suas competências e interesses.

Tanto de forma autônoma quan­to sob a direção de alguma or­ga­nização, a liderança é que deve perceber tal oportunidade e atuar sobre ela. Se um líder possui talen­tos diferentes em sua equipe, é justamente a chance de articular o emprego do potencial existente. Mas pela falta de conhecimento, experiência e intuição, muitos líderes desperdiçam tais condições favoráveis e até se assustam com a diversidade ao invés de enxergar nela as coordenadas e as armas para o ataque que poderá render vitórias de suma importância não apenas para a sobrevivência de sua empresa, mas para o seu contínuo crescimento.

Inteligência e rapidez nos negócios são detalhes importantes no mercado de trabalho em todas as áreas e requer pessoas dispostas a se auto-avaliar e mudar diante dos pon­tos fracos percebidos, e assumir legitimamente o papel de liderança para o qual foi designado ou cavou ao longo do tempo. É, ainda, uma exigência ditada pelo mercado que não tolera acomodação e tão pouco passos na direção errada.

Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo (CRP 06/69637), diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas, professor e mestre em Liderança pela Unisa Business School. Co-autor dos livros Gigantes da Motivação, Gigantes da Liderança e Educação 2006.
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Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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