Interior deve ser destino da ZFM

Em: 8 de setembro de 2015
Ao avaliar os 42 anos da ZFM(Zona Franca de Manaus), o superintendente regional do Banco Amazônia, no Amazonas e Roraima, Antonio Carlos Benetti, definiu como um modelo exitoso, porque conseguiu preservar a região, tornando-a referência nacional e mundial
Ao avaliar os 42 anos da ZFM(Zona Franca de Manaus), o superintendente regional do Banco Amazônia, no Amazonas e Roraima, Antonio Carlos Benetti, definiu como um modelo exitoso, porque conseguiu preservar a região, tornando-a referência nacional e mundial

Ao avaliar os 42 anos da ZFM (Zona Franca de Manaus), o superintendente regional do Banco Amazônia, no Amazonas e Roraima, Antonio Carlos Benetti, definiu como um modelo exitoso, porque conseguiu preservar a região, tornando-a referência nacional e mundial.
No entanto, ele avaliou que houve um momento em que a Zona Franca se voltou para o comércio importador, atualmente está focada na indústria do PIM (Polo Industrial de Manaus), mas precisa se voltar para o interior, visando preparar os municípios para esse modelo de desenvolvimento sustentável. “Se faz necessário trabalhar com manejo florestal, recuperar as áreas degradadas e em outras atividades que realmente não sejam agressivas ao meio ambiente”, disse , ressaltando que futuramente a exploração do seqüestro de carbono se deverá ao modelo Zona Franca.
Na opinião de Benetti, o pólo madeireiro precisa ser trabalhado de forma manejada para evitar problemas como a questão ambiental. Ele disse que hoje, só tem condições de fazer uma exploração madeireira se for em área de manejo. “Grandes empresas do setor que não tiveram como se ajustar às exigências da legislação ambiental reduziram seus negócios enquanto outras fecharam, resultando em desemprego para o setor”, comentou, lembrando que a alternativa mais viável é trabalhar projetos menores voltados para o segmento de móveis ao invés de atuar com exportação de madeira.
A aquicultura é também um bom negócio, segundo o superintendente do Banco da Amazônia, e está trazendo mais atrativos do que a pesca, que também esbarra na questão ambiental, porque envolve a época do defeso, visando a preservação das espécies. “A procura está focada na piscicultura, num nível bastante elevado de crescimento no Amazonas”, disse.

Falta energia

A deficiência energética no interior é outra questão crítica na opinião do dirigente. O Linhão de Tucuruí assim como as usinas do Madeira, são, na opinião dele, oportunidades de correção dessas deficiências, assim como a navegação que precisa ser trabalhada. “Precisamos ter um modelo de desenvolvimento para o interior. Temos competência para trabalhar esse modelo e realmente levar a ZFM para o interior; assim como trabalhar polos voltados para vocação como o moveleiro, de desenvolvimento da borracha, entre outros”, disse, ressaltando que o banco tem interesse em realizar parcerias neste sentido.
Ao comentar o projeto da Zona Franca do Semiárido Nordestino, Benetti disse que são realidades diferentes, que precisam ser levadas em conta. O Nordeste leva vantagem em relação ao Amazonas em termos de estradas, o que permite uma logística totalmente diferente da local. “Aqui os benefícios do modelo são trabalhados para suprir essa necessidade de logística que encarece a produção”, comentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar