Os representantes das quatro empresas de telefonia móvel que operam no Amazonas definiram o último prazo para implementar o serviço de interoperabilidade entre si, para todos os municípios do Amazonas com menos de 30 mil habitantes: 30 de novembro.
O acordo foi firmado na manhã desta sexta-feira (10) na Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa, durante audiência pública solicitada pelo deputado Marcos Rotta (PMDB) e presidida pelo deputado Marcelo Ramos (PSB).
Participaram da audiência pública, além diretor do Procon-AM, Guilherme Frederico, os representantes da OI, Vânia Antonaccio e Nalber Dutra; da TIM, André Gustavo Rosa; da Vivo, Mauricio Santos e da Claro, Jardel de Souza Campelo.
Marcelo Ramos cobrou das empresas maior agilidade para a operacionalização dos serviços, uma vez que alguns municípios se ressentem de comunicação em todos os sentidos, principalmente da operacionalidade das linhas de telefonia celular.
Ele mostrou como exemplo que no município de Eirunepé o serviço de telefonia móvel é operacionalizado pela Vivo enquanto que em Envira, município mais próximo, o sistema é operacionalizado pela TIM. “Nenhum dos dois municípios se comunica porque as operadoras não se entendem”, disse Marcelo.
O representante da TIM, André Gustavo Rosa, garantiu que a implantação do “roamming” no interior ficará pronta até o final de junho, enquanto todo o sistema integrado ao nacional será concluído em fins de novembro.
O “roamming” permite que o usuário de celular consiga usar o aparelho em outra área fora do alcance de sua operadora, por meio da recepção do sinal por parte da antena de outra empresa concorrente.
É este serviço que permite que os celulares possam ser usados até mesmo em outros países.
A empresa Claro, por exemplo, através do seu representante Jardel de Souza Campelo, garantiu que a parceria mantida com a Vivo está deslanchando e deve tornar a operadora mais ágil até o final deste mês.
Deputado pede melhoria nos serviços e maior cobertura ao interior
A empresa OI foi a única das quatro operadoras que não especificou data certa para a conclusão dos serviços, mas garantiu que pode concluir os serviços de instalação do “roamming” em menos tempo do que o prazo final estabelecido pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Procon.
“Dependemos dos serviços de terceiros, por isso podemos ter algum problema que não será causado por nós, da Oi”, explicou a gerente de assuntos institucionais, Vânia Antonaccio.
O deputado Marcelo Ramos afirmou que as empresas de telefonia móvel deveriam tratar os consumidores do Amazonas com mais respeito, e uma das prioridades é melhorar o sinal no interior do Estado, ampliando a cobertura. “Algumas cidades mais distantes ainda encontram muitas barreiras para a comunicação. Isso é inaceitável”, disse ele, acenando com a possibilidade de a Comissão do Consumidor entrar com medida judicial contra as empresas.
Para os representantes da TIM e da OI, a judicialização do problema não vai gerar nenhuma rapidez na conclusão dos serviços já agendados.
“Pode nos onerar ainda mais, pois se tratam de multas pecuniárias. Mas agilizar nosso organograma não vai, porque nosso prazo já está no limite estabelecido com outras empresas prestadoras de serviços”, explicou André Rosa.
Na opinião do deputado, a interoperabilidade é uma regra no mundo da telefonia, mas que não acontece no Amazonas. “Se você chega a uma cidade onde não funciona a sua operadora, outra empresa local é obrigada a recepcionar o sinal. Aqui no Estado, no entanto, esta regra não funciona. Alguns municípios são cobertos por uma única operadora, e não há parceria entre elas”, destacou.







