O cenário indubitavelmente é de guerra de acordo com os números de mortes por armas de fogo, fuzis de uso militar, com tiroteios à luz do dia soltando balas para todos os lados sem querer saber se vão atingir culpados ou inocentes. Tribunais, leis, direitos humanos ou desumanos, nestas horas, não tem o menor valor pois que na verdade está em jogo algo bem mais valioso para os valores do mundo do crime, que é a droga, o poder sobre as gangues e os territórios dos pontos de venda.
Esta situação cresceu a tal ponto que a autoridade constituída perdeu totalmente a autoridade e o que é pior, confundiu a cabeça da população que ficou sem saber a quem deve obedecer ou mesmo a quem deve temer: ao criminoso ou à policia! Realmente é uma situação de exceção que exige tomada de medidas de exceção que infelizmente tiveram de ser tomadas. No entanto a primeira reação foi a confusão conceitual daqueles que já de imediato começaram a confundir a Intervenção federal com Intervenção Militar. Políticos de má fé aproveitaram para tirar partido da situação e aumentaram esta confusão mental, utilizando desta dúvida para ser contra a situação apenas pelo fato de ser contra.
Cabe aqui pensar naqueles que perdem seus pais, ou as esposas que perdem seus maridos simplesmente por serem eles policiais e os marginais resolvem lhes tirar a vida com uma rajada de metralhadora. Ninguém defende a desigualdade de armas entre o policial e o bandido, além dos dispositivos totalmente absurdos que nossa constituição contém, onde os bandidos são tratados como os coitadinhos sociais e os policiais como os bandidos, párias dqa sociedade.
Eu sou totalmente favorável à intervenção Federal no rio de Janeiro, mas defendo que não pode parar por aí, pois não se pode permitir que o governador do estado se ausente durante um evento tão importante como o carnaval, assim como o prefeito, que além de estar no exterior, faz um verdadeiro Tour com o dinheiro público, alegando estar conhecendo cidades da Europa para aprender a lidar com o Rio de Janeiro. Por sinal, tanto o Rio quanto Minas Gerais, tem 80% de seu orçamento comprometidos com suas folhas de pagamento, em um sistema de apadrinhamento político que jamais pode dar em algo positivo.
Esta situação da bandidagem de alto e de baixo escalão já se disseminou por todo o país e creio que precisamos sim de uma grande intervenção para resolver o problema. Precisamos de uma INTERVENÇÃO MORAL, onde o povo precisa aprender a pensar como CIDADÃO, a ter deveres antes de gritar só por direitos. Antes de apontar o dedo para a corrupção que se agiganta nos vários níveis de nosso poder público, o povo precisa analisar suas atitudes quando burla a lei, quando saqueia caminhões tombados em acidentes por estarem carregados com comida ou eletroeletrônicos. Se outros roubam isto não dá direito ao povo de se tornar ladrão por natureza, pois lhes tira o direito de reclamar e de mudar.
Precisamos recuperar a dignidade que um dia já possuímos e o orgulho de bater no peito e honrar o nome de nosso país que tem tanto potencial e hoje se curva de forma grotesca a um grupo que mais que dinheiro rouba a dignidade de odo um povo e agora busca lhes roubar a esperança; portanto, precisamos decretar urgentemente esta Intervenção moral para evitar que o povo brasileiro perca sua esperança de continuar sendo um povo livre, feliz, digno sem manipulações de políticos que apesar de eleitos pelo povo e de jurarem defende-lo, só conseguem olhar para o próprio umbigo e defender o próprio bolso.
Se não temos coragem ou paciência de ir para as ruas, que pelo menos nos convençamos de que se cada um tomar atitudes reais, práticas e corretas, poderemos mudar um pouquinho a realidade de nosso país, de nossa comunidade e então sem demagogias e sem hipocrisias, poderemos ter orgulho de participar desta necessidade do nosso país que é a INTERVENÇÃO MORAL.







