Intervenção no mercado imobiliário beneficiará economia global

Em: 10 de setembro de 2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na teraça-feira que a intervenção do governo norte-americano no mercado imobiliário do país foi, não só necessária, mas acertada do ponto de vista da economia global
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na teraça-feira que a intervenção do governo norte-americano no mercado imobiliário do país foi, não só necessária, mas acertada do ponto de vista da economia global

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na teraça-feira que a intervenção do governo norte-americano no mercado imobiliário do país foi, não só necessária, mas acertada do ponto de vista da economia global.
Segundo Mantega, a decisão evitou a deteriorização da crise que poderia atingir o Brasil. Ele disse que o agravamento da crise, em algum momento, poderia afetar o Brasil, que já está sendo atingido pelo problema.
O Tesouro americano anunciou no último domingo, no dia 7, a ajuda de US$ 200 bilhões às duas maiores agências hipotecárias do país, Fannie Mae e Freddie Mac.
O ministro Guido Mantega lembrou que as duas empresas têm impacto não só no mercado imobiliário americano e sua falência poderia provocar uma quebradeira nos Estados Unidos, que poderia arrastar o sistema financeiro mundial.
“A economia brasileira está robusta. Mesmo assim, sempre afeta um pouco. Essa saída de capitais da bolsa de valores brasileira e a remessa de lucros e dividendos (das empresas para as matrizes no exterior) é resultado da crise financeira. Se não houvesse a crise, não teria essa saída”.

Situação conservadora

Se a crise ficar nesse patamar, acredita o ministro, o problema não afetará mais o Brasil. Outro fator, porém, tem ajudado a crise: o posicionamento do Banco Central Europeu, que, nesse momento está numa situação muito conservadora, ao estabelecer os juros em 4,25% ao ano. A medida foi criticada pelo ministro Guido Mantega.
“Tanto que a União Européia está sofrendo por causa disso. Os países europeus estão com um problema de crescimento muito baixo. Há uma retração forte no crescimento e as economias estão entrando em recessão. Isso é ruim e talvez tenha sido um equívoco”, avaliou.
O ministro Guido Mantega não quis fazer projeções sobre a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que nesta quarta-feira, 10, define a taxa básica de juros (selic) da economia brasileira, atualmente em 13% ao ano.

Redação

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