O receio cada vez mais real de perdas resultante da falta de liquidez nos mercados financeiros vem tornando os títulos de CDB (Certificado de Depósito Bancário) cada vez mais a melhor opção para investimentos. A informação é do Ibmec Manaus (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), que assegurou ser este tipo de aplicação indexada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) uma das mais conservadoras aplicações e com maior taxa de retorno, principalmente no atual cenário de instabilidade econômica e disparada do dólar.
De acordo com o Ibmec, razões não faltam para os CDBs estarem entre os investimentos mais seguros e rentáveis atualmente no país, já que as taxas dos prefixados encerraram o pregão do último fim de semana apontando juros de 13,15% ao ano para aplicações de 30 dias. Por outro lado, segundo os especialistas do Instituto, os títulos com 61 dias (13,35% a.a), 90 dias (13,45% a.a) e 120 (13,55% a.a) fecharam cotação positiva, atraindo ainda mais novos investidores.
Segundo o professor-coordenador do Ibmec Manaus, Paulo Barbosa, o prazo mais elástico e praticamente sem risco resulta em maior retorno para o aplicador nas operações em longo prazo, enquanto nas operações de CDBs pós-fixados, as instituições apresentaram taxas de 80% a 105% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). O investidor mais atento pode verificar que, para aplicações acima de 120 dias, essa remuneração alcança de 13,75% ao ano, no caso de quem optar por 180 dias, até a 13,85% para quem optar por 362 dias”, frisou.
Em parâmetros mais gerais, de acordo com a sondagem realizada pelo InvestNews com seis instituições financeiras durante o fim de semana, as aplicações de CDBs prefixados com volume entre R$ 1.000 e R$ 4.999,99 com prazo de 30 dias apresentaram taxa entre 9,48% a 13,65% ao ano, ou seja, em tempo de crise os pré-fixados são garantia de retorno para quem não quer arriscar. Mas o consultor econômico do Clube de Investidores Manaus, Flávio Conceição Jimenez, adverte que as taxas acima servem apenas como parâmetro, pois cada instituição financeira analisa prazo, volume da operação e o perfil do cliente. “No caso do CDB, é importante frisar que o Imposto de Renda será cobrado sobre o ganho da operação no vencimento do título ou durante o resgate do investimento”, explicou.
Jimenez afirmou que existem, basicamente, dois tipos de investidores em Manaus, o empreendedor (com tempo para analisar os investimentos) e o defensivo (que não dispõe de tempo para analisar as aplicações). No entendimento do especialista, “é importante que se tenha em mente duas palavras, risco e retorno, que não estão necessariamente ligadas, isto é, liquidez é quanto facilmente se consegue transformar investimento em dinheiro, enquanto o retorno é a parte boa da história, em outras palavras, o lucro”.
Investidores preferem aplicar em pré-fixados
Em: 21 de outubro de 2008
Instabilidade do mercado financeiro, que leva ao medo de perdas imediatas das aplicações, torna o CDB uma das modalidades mais escolhidas
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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