Documentos recebidos pela CPI das ONGs durante o recesso do Congresso apontam indícios de fraudes em convênios da Funasa e do Ministério de Desenvolvimento Agrário com cooperativas e ONGs, informou na segunda-feira o “Painel” da Folha.
Segundo o “Painel”, existem suspeitas do envolvimento de parlamentares. A CPI das ONGs foi instalada no final de 2007 mesmo com forte pressão da base aliada para que não saísse do papel. Os governistas conseguiram manobrar para eleger o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) como relator da CPI depois de o PMDB indicar o senador Valter Pereira (PMDB-MS) para o cargo.
O governo pressionou o PMDB para desistir da indicação uma vez que o parlamentar integra a ala dos chamados “independentes” do PMDB.
Na última sexta-feira, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) afirmou que as investigações da CPI das ONGs apontam para indícios de desvio de recursos públicos e existência de entidades de fachada.
Segundo Fortes, os trabalhos da CPI deverão “esquentar” a partir de fevereiro. O parlamentar afirmou que a equipe de funcionários da comissão levantou uma série de denúncias e “há muita coisa braba”.
No último dia 15, o presidente da CPI das ONGs, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), afirmou que técnicos do Senado conseguiram novos documentos “que vão balançar” a comissão em fevereiro, quando o Congresso retomar suas atividades. Fortes disse que se negou a ver os documentos da CPI, uma vez que sempre há denúncias de vazamento de informações.







