Investimento do Brasil prejudica setor

Em: 2 de maio de 2008
Para Veloso, é necessário que o Banco Central reveja sua política monetária para inibir a atração de investimento especulativo de curto prazo no mercado de capitais
Para Veloso, é necessário que o Banco Central reveja sua política monetária para inibir a atração de investimento especulativo de curto prazo no mercado de capitais

“Foi uma surpresa! Realmente eu não esperava que essa elevação ocorresse no primeiro trimestre”. Foi desta forma que o presidente da Agrishow e ex-Ministro, Roberto Rodrigues se referiu à elevação da classificação de risco do Brasil para investment grade, feita pela agência de classificação de risco Standard & Poor’’, anunciada na quarta-feira.
De acordo com Rodrigues, esse fato pode ter aspectos positivos e negativos para o agronegócio. “Além de ser um reconhecimento para a nação, pode proporcionar um vigoroso incentivo à presença de capital estrangeiro no Brasil. Por outro lado, o aumento do volume da entrada de dólares no país será mais um fator que deverá valorizar o real frente à moeda americana, podendo levar a uma perda de renda dos produtores rurais”, afirmou o presidente da Agrishow.
Para o vice-presidente de uma das organizadoras da Agrishow, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, essa elevação será prejudicial ao setor no curtíssimo prazo ao permitir uma maior valorização do real frente ao dólar, diminuindo ainda mais a competitividade da indústria de produtos de alto valor agregado. Segundo ele, esse cenário se agrava com a política do Copom de aumento de juros.
“Essa elevação do grau de risco do Brasil para investimentos atrairá grandes investimentos ao Brasil, especialmente de fundos de pensão que normalmente não investem em países de alto risco. Isso gerará uma super valorização artificial da nossa moeda”, acredita.
Para Veloso, é necessário que o Banco Central reveja sua política monetária para inibir a atração de investimento especulativo de curto prazo no mercado de capitais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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