Investimento será decidido quando da liberação de campos

Em: 2 de setembro de 2009
A Petrobras ainda não tem previsão sobre o volume de recursos necessários para o investimento da empresa em campos na camada pré-sal. A estatal será a única operadora dessas áreas, conforme a proposta apresentada ontem sobre a regulação na camada pré-sal
A Petrobras ainda não tem previsão sobre o volume de recursos necessários para o investimento da empresa em campos na camada pré-sal. A estatal será a única operadora dessas áreas, conforme a proposta apresentada ontem sobre a regulação na camada pré-sal

A Petrobras ainda não tem previsão sobre o volume de recursos necessários para o investimento da empresa em campos na camada pré-sal. A estatal será a única operadora dessas áreas, conforme a proposta apresentada ontem sobre a regulação na camada pré-sal.
O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse que uma análise dos projetos só poderá ser feita à medida em que o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) for colocando à disposição da companhia novas áreas no pré-sal. Isso só poderá ser feito quando as novas regras forem aprovadas no Congresso, o que só ocorreria no ano que vem.
“Nosso programa de investimentos será revisto normalmente, todo ano, como sempre fazemos. Sobre as novas áreas no pré-sal, terá que haver uma análise dos projetos. E isso vai depender do ritmo de colocação das áreas pelo CNPE, que será determinada no futuro”, declarou, em entrevista coletiva, na qual comentou a participação da Petrobras dentro das novas regras do setor.
Gabrielli admitiu que determinadas áreas poderão não ser tão atraentes, ao responder sobre possíveis desvantagens no fato de a Petrobras ser a operadora única, conforme o novo modelo prevê para os contratos de partilha. Ainda assim, disse considerar que há mais vantagens do que desvantagens em liderar a exploração no pré-sal.
Uma delas, exemplificou, é a possibilidade de haver mais sinergia nas operações, com uma gestão e administração dos sistemas de maneira integrada. Outra vantagem, acrescentou, é ter acesso ao conhecimento prático e operacional no pré-sal.
“Saber fazer fazendo é fonte básica fundamental dessa indústria. Parte do sucesso da Petrobras nesta indústria vem do fato de ela ter metido a mão no óleo”, complementou.
Sobre as futuras licitações, Gabrielli afirmou que a proposta do governo exclui a possibilidade de “aventureiros” no pré-sal. Ele ressaltou que apenas empresas com conhecimento técnico poderão disputar o direito de atuar na nova fronteira exploratória, caso o governo decida abrir tal possibilidade.
O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, destacou que o governo, por meio da nova estatal (Petro-Sal), terá o poder de vetar propostas que sejam consideradas irreais dentro da indústria do petróleo.
“A Petro-Sal vai avaliar as propostas, e vai levar em conta parâmetros da indústria mundial”, observou.
Gabrielli acrescentou que a Petro-Sal poderá representar a União em um investimento em algum campo no pré-sal, mas salientou que “essa não será a prática usual”. Ele assegurou que a nova estatal não terá qualquer função operacional na atividade petrolífera.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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