A Copa de 2014 vai exigir R$ 521,68 milhões em investimentos no sistema elétrico de Manaus, – R$ 84,72 milhões voltados para obras na rede básica (geração e transformação) e R$ 436,960 milhões para a distribuição –, conforme previsão da Amazonas Energia. As cifras resultam do relatório dos grupos de trabalho coordenados pelo Ministério de Minas e Energia, para conduzir o plano de ação para o Mundial.
“Durante as reuniões do grupo foram levantados todos os problemas que poderiam surgir no período da Copa. Primeiro, lançamos o olhar sobre o sistema atual, depois verificamos que obras estavam previstas dentro da concessionária para atender a demanda da Copa”, detalhou o assistente da diretoria de operação da Amazonas Energia, Camilo Gil Cabral, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Ele informou que os principais focos dos investimentos serão a Arena da Amazônia, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o setor hoteleiro, além de uma atenção especial para as vias públicas e o transporte.
Mesmo sem detalhar, Cabral garantiu que todas as obras que compõem o relatório – desde construção de subestações, reforços de linhas até troca de djuntores e chaves -, serão necessárias para que Manaus não enfrente nenhum problema durante o evento esportivo.
Arena da Amazônia
A distribuição de energia para a Arena da Amazônia deve receber um cuidado especial. Conforme destacou o membro da diretoria de operação, a concessionária deverá fornecer ao estádio dupla alimentação proveniente de subestações diferentes.
“Teremos duas linhas de transmissão, geradores de energia, e UPS’s (Sistemas de Alimentação Contínua) para suprir não só o estádio como tudo que está em volta. Quem tiver direito à transmissão será responsável pelo sistema de iluminação e câmeras, os grupos geradores vão servir de back up e nosso sistema vai cuidar de partes secundárias. A concessionária será apenas uma terceira opção”, explanou.
Cabral disse ainda que o próximo passo deverá ser a formação de um novo Grupo de Trabalho por parte do Ministério de Minas e energia para fiscalizar o andamento das obras.
Tucuruí
O coordenador da UGP – Copa (Unidade Gestora do Projeto – Copa), Miguel Biango, informou que a prioridade do Governo do Estado no momento é o Linhão de Tucuruí, mas garantiu que as obras no setor elétrico já começaram e estão sendo acompanhadas. “A necessidade no setor elétrico já existia, esse investimento serve como reforço para não enfrentarmos gargalos”, opinou.






