O engenheiro civil Joaquim Alzier de Almeida, presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), nasceu em Manaus e é pós-graduado em engenharia de segurança em concreto armado. É membro do Conselho Fiscal da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e responsável técnico pela realização de obras importantes de infra-estrutura desenvolvidas pela Construtora Almeida, tendo em seu currículo trabalhos de construção, reforma e ampliação desenvolvidos para a Petrobras, Governo do Estado, Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), além do setor privado, na capital e interior do Estado. Ele concedeu a seguinte entrevista, na qual destaca as principais ações do setor de construção civil para este ano.
Jornal do Commercio – Qual a perspectiva de investimento das empresas de construção civil para 2008 no Amazonas?
Joaquim Alzier – Acreditamos que ficará em torno de 500 milhões de reais, com lançamentos imobiliários para atender todas as classes econômicas.
JC – Haverá aumento na contratação de mão-de-obra no setor em 2008?
Alzier – Como estamos pensando em investimentos elevados no setor, a projeção do Sinduscon para a contratação de mão-de-obra é de mais ou menos 20%. Esse número pode ser até maior caso a economia brasileira permaneça em crescimento.
JC – Há perspectiva de novos projetos imobiliários para Manaus?
Alzier – Sem dúvida vamos continuar oferecendo novos lançamentos imobiliários que deverão atender famílias de várias faixas de renda.
JC – Em 2008, continuará o crescimento imobiliário na cidade?
Alzier – Todas as nossas projeções apontam para isso, não só em Manaus, mas em todo o Brasil. Nossas perspectivas são de que o programa do governo federal PAC-Interior vai acelerar o crescimento imobiliário em todo o país e Manaus tem tudo para se beneficiar desse projeto.
JC – Quais as áreas da cidade de Manaus que serão mais beneficiadas pelo crescimento imobiliário?
Alzier – Os bairros da Ponta Negra e do Puraquequara.
JC – Os projetos imobiliários implementados em Manaus estão de acordo com as leis de defesa do meio ambiente?
Alzier – As exigências ambientais são imperativas e as empresas de construção civil entendem como uma necessidade apresentar projetos que minimizem o impacto ambiental. Dessa forma, obrigatoriamente, os projetos imobiliários atendem sim as exigências ambientais.
JC– Qual o fator que mais encarece os projetos imobiliários?
Alzier – São alguns fatores, mas os principais são o frete e a aquisição de terrenos.
JC – Por que Manaus tem o metro quadrado de área construída tão caro quanto as grandes metrópoles brasileiras?
Alzier – Por causa do preço do terreno e o frete.
JC – Como evitar que a especulação imobiliária eleve o preço dos imóveis acima do valor de mercado?
Alzier – A especulação imobiliária é causada pela defasagem na oferta de imóveis em relação à procura. Uma forma de combater a especulação imobiliária é aumentando a oferta de unidades habitacionais.
JC – A crise imobiliária, ocorrida em 2007 nos EUA, pode influenciar a indústria de construção civil no Brasil e também no Amazonas?
Alzier – Não só a indústria de construção civil, mas a economia como um todo. Daqui a três anos, veremos o reflexo da crise imobiliária dos Estados Unidos, se for o caso, na expansão imobiliária no Brasil e, principalmente, no Amazonas, visto que a estabilidade e o avanço da economia não dependem somente de um único fator ou setor, mas sim de um conjunto de medidas econômicas globais.







