IPC-S deve fechar outubro com taxa em torno de 0,70%

Em: 26 de outubro de 2010
Grupo Alimentação puxa leve alta nos preços ao consumidor
Grupo Alimentação puxa leve alta nos preços ao consumidor

O coordenador do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), Paulo Picchetti, afirmou ontem que o indicador de inflação da FGV (Fundação Getúlio Vargas) deverá encerrar o mês de outubro com uma variação muito próxima dos resultados que apresentou nos mais recentes levantamentos da instituição. Em entrevista à Agência Estado, ele disse que, especialmente por conta das pressões novas e antigas do grupo Alimentação, o IPC-S deverá registrar uma taxa em torno de 0,70%, que seria bem mais expressiva do que a observada no fechamento de setembro, de 0,46%.
“Acredito que o mês deverá fechar ainda num patamar elevado de inflação, acima daquela média que prevíamos para os últimos três meses do ano, que era de 0,40%”, comentou Picchetti. “O IPC-S deve encerrar o mês perto de 0,70%”, acrescentou o coordenador, para quem o indicador, na terceira quadrissemana de outubro, ficou com uma taxa (de 0,66%) muito próxima da registrada na segunda quadrissemana (0,65%), mas que contou com novas interferências dentro do grupo Alimentação.
De acordo com Picchetti, antes o grupo refletia basicamente pressões ligadas a itens com influência das commodities.
Agora, a parte de itens in natura, sempre volátil, migrou do terreno negativo para o positivo e se transformou em mais um novo candidato a vilão da inflação. Entre a segunda e a terceira quadrissemana, a alta do grupo Alimentação passou de 1,45% para 1,51%. Dentro do grupo, a carne bovina continua como item de maior pressão, apesar de a variação positiva, de 3,86%, ter sido um pouco menor que a de 4,28% da segunda leitura do mês. O feijão carioquinha, com um avanço de 26,53% ante 24,37% também trouxe novamente grande impacto para a composição do IPC-S. O segmento de Hortaliças e Legumes, por sua vez, saiu de uma queda de 2,51% para uma variação positiva de 0,03% e, de acordo com Picchetti, essa movimentação já trouxe uma nova pressão importante para o indicador geral da FGV.
“Temos itens da Alimentação entre os de maiores impactos no IPC-S, alguns componentes que estavam em queda estão agora caindo menos e, de resto, não temos nada para ajudar no índice”, comentou Picchetti. “A Alimentação vai ter um peso maior de hortaliças, frutas e legumes, já que eles estão subindo neste curtíssimo prazo. E isso vai influenciar o resultado do índice na última semana deste mês”, destacou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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