IPCA-15 fica em 0,40% em janeiro

Em: 25 de janeiro de 2009
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,40% em janeiro, acelerando frente à elevação de 0,29% verificada em dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,40% em janeiro, acelerando frente à elevação de 0,29% verificada em dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,40% em janeiro, acelerando frente à elevação de 0,29% verificada em dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O índice ficou abaixo dos 0,70% observados em janeiro de 2008. Com isso, o IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses caiu para 5,79%, ante 6,10% constatados no mês de dezembro.
Os alimentos voltaram a acelerar e foram decisivos para o resultado de janeiro. Esse produtos ficaram 0,72%, mais que o dobro dos 0,34% registrados no mês anterior. Os produtos in natura dispararam, como as frutas (de 0,91% em dezembro para 2,41% em janeiro) e a batata-inglesa (de 2,40% para 11,87%).
As bebidas também tiveram incremento, caso da cerveja (-0,33% para 2,11%) e dos refrigerantes (de 0,74% para 2%).
Segundo o IBGE, as tarifas de ônibus urbanos exerceram maior impacto no índice. A alta de 2,39% contribuiu com 0,09 p.p (ponto percentual). A alta foi influenciada pelos aumentos no Rio de Janeiro (3,77%), Belo Horizonte (4,76%), Salvador (4,25%), Belém (10%) e Curitiba (1,13%). As tarifas de ônibus intermunicipais aumentaram 3,24%, e a dos ônibus interestaduais ficaram 2,31% mais caras. O menor índice foi verificado em Recife (0,01%).
Nas 11 regiões pesquisadas pelo IBGE, Belém teve a maior alta, com 1,01%, influenciada pelo aumento das tarifas de ônibus. Rio de Janeiro (0,97%), Belo Horizonte (0,81%) e Salvador (0,59%) vieram em seguida.
O grupo Transporte, no entanto, apresentou leve queda (-0,01%). Segundo o IBGE, isso ocorreu em função da redução dos preços de automóveis novos (-5,08%) e usados (-3,77%).
O custo da habitação subiu, passando de 0,32% para 0,50%, refletindo o aumento dos aluguéis (de 0,56% para 1,01%) e dos condomínios (de -0,08% ara 1,09%). Os artigos de vestuário também tiveram alta mais significativa, passando de 0,78% para 0,84%.
No geral, os produtos não-alimentícios subiram 0,31% em janeiro, ante 0,29% observados em dezembro.
O IPCA-15 refere-se aos preços coletados de 11 de dezembro a 14 de janeiro e comparados com os vigentes de 14 de novembro a 10 de dezembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Os produtos e serviços consumidos durante as férias escolares também sofreram alta dos preços no ano passado, segundo estudo realizado pelo economista André Braz, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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