Itália propõe criação de banco internacional de reservas de alimentos

Em: 5 de junho de 2008
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, propôs na quarta-feira, durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, propôs na quarta-feira, durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, propôs na quarta-feira, durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) sobre segurança alimentar, a criação de um banco internacional de “reservas” de matérias-primas, para recorrer em caso de necessidade ou urgência.
O ministro Franco Frattini declarou que o primeiro-ministro da Itália, o conservador Silvio Berlusconi, irá propor muito em breve aos países do bloco europeu algumas medidas para enfrentar a crise alimentícia, e entre elas citou a criação de um “banco de reservas estratégicas”.

Liberalizar ajuda ao desenvolvimento

Em detalhe, seria como uma espécie de “banco do grão”, que seria responsável também por estabilizar os preços dos produtos agrícolas e reduzir as “contraproducentes ações unilaterais”.
Outra proposta que Berlusconi fará no âmbito da União Européia (UE) será “liberalizar as ajudas ao desenvolvimento que cada país destina à luta contra a crise alimentícia dos vínculos orçamentários aos quais se submete o gasto público”.
“Não pedimos mais fundos, mas que não se considere o dinheiro destinado ao desenvolvimento um mero capítulo negativo no orçamento dos países”, acrescentou. O ministro italiano acrescentou que, durante a Presidência da Itália do G8 (sete países mais industrializados e a Rússia), pedirá que os membros e a toda a comunidade “enfrentem o desafio da crise dos alimentos”. O governo italiano, disse Frattini, aumentou em 2007 em 50% os fundos destinados à segurança alimentar, chegando aos 186 milhões de euros.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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