O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, elogiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cantou um verso da música “Fim de Caso’’, de Dolores Duran (1930 -1959), atendendo a um pedido do entrevistador da rádio Jornal de Recife.
“Desconfio que nosso caso está na hora de acabar’’, cantarolou o pré-candidato. Em entrevista dada anteriormente, Serra havia cantado um trecho de “Asa Branca’’, de Luiz Gonzaga.
Na entrevista, o tucano disse que “a popularidade dele [Lula] tem razão de ser em Pernambuco’’. “Lula está acima do bem e do mal. Nada está acima de Lula’’, disse Serra. Depois da entrevista, aos jornalistas, Serra negou que tivesse sido irônico na afirmação.
O pré-candidato disse que pretende dar continuidade a todas as obras em andamento, entre elas a transposição do rio São Francisco. “Vamos tocar todas as obras porque o pior é o cemitério de obras’’, disse.
Sobre a escolha do vice de sua chapa, Serra disse o assunto é uma “angústia grande para jornalistas’’ e disse que o senador Sérgio Guerra (PSDB), coordenador da campanha, está cuidando da escolha. “Se der errado, ele que será o culpado’’, disse o pré-candidato.
Serra almoça hoje em Recife com Sérgio Guerra e com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), pré-candidato ao governo de Pernambuco.
Enquanto Serra segue em campanha, a cúpula do seu partido pretende oficializar mais um partido ao seu grupo.
Antes cortejado pelo PT, o PP do Paraná agora tem em mãos uma proposta de aliança feita pelo PSDB. O presidente estadual do partido, deputado Ricardo Barros, pretende levá-la para discussão na reunião da Executiva do partido que acontece na próxima segunda-feira.
Segundo Barros, que é também vice-presidente do diretório nacional do PP, as conversas com o PT esfriaram porque o partido está intransigente quanto à formação da chapa, ao passo que o PSDB, com o apoio do pré-candidato da República, José Serra, mostra-se mais aberto à negociação.
“O Serra está sendo mais pragmático em pagar o preço [da aliança] do que o PT, que não quer conceder nada, como sempre. O PT é sempre muito bom pra receber apoio, mas para dar é dificílimo’’, diz o deputado.
Apesar da formalização da proposta do PSDB para aliança no Paraná, a questão não está fechada. Passa, dentre outras coisas, pela indecisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), assediado por petistas e tucanos. Apesar do aceno do PSDB a Dias, o ministro Carlos Lupi (PDT) já deu sinais de que não está confortável com a aliança. Lupi concorda com a candidatura de Osmar Dias ao governo, mas na cabeça de chapa, recebendo o apoio do PSDB, e não o contrário.
Por esse motivo, o presidente do PP do Paraná trabalha com duas hipóteses de formação de chapa: uma delas, com o campo governista, teria Osmar Dias (PDT) como governador e Gleise Hoffmann (PT) na vice, além do ex-governador Roberto Requião (PMDB) e dele próprio para o Senado.
No outro cenário, de composição com os tucanos, Beto Richa seria candidato a governador, e Osmar Dias e o próprio Ricardo Barros candidatos ao Senado. A vice ainda está indefinida.
No plano nacional, os pepistas seguem dizendo que a tendência é de neutralidade.
“Até o dia 29 de junho eu posso te assegurar que essa é a tendência. No dia 30 de junho você me pergunta’’, diz Barros.
José Serra afirma que nada está acima de Lula
Em: 14 de maio de 2010
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, elogiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cantou um verso da música “Fim de Caso’’, de Dolores Duran (1930 -1959), atendendo a um pedido do entrevistador da rádio Jornal de Recife
Redação
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