O mercado de trabalho brasileiro abriu 58.568 postos de trabalho em julho, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (28/08) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Os números vazaram no site minutos antes da divulgação oficial pela pasta. Foi o pior resultado para um mês neste ano de 2026. Também foi o pior julho desde 2019, o pior da série atual do Novo Caged, iniciada em 2020.
O saldo de 58.568 postos do mês passado é resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Em junho deste ano, o saldo foi positivo em 137.044 vagas, já incorporando os ajustes na série. Já em julho de 2025, o saldo foi de 133.932 novos postos de trabalho.
Atividades
Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas tiveram criação de novos postos de trabalho em julho. Como de costume, o saldo mais positivo foi registrado no setor de serviços, que abriu 24.098 vagas em julho.
Em seguida, aparecem construção (12.691), agropecuária (12.523) e indústria (11.315). Apenas o comércio teve saldo negativo, com o fechamento de 2.056 vagas.
Unidades da Federação – Em julho, 22 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo no mercado de trabalho. Lideram o ranking, em números absolutos: São Paulo (17.814 vagas), Mato Grosso (5.766) e Minas Gerais (5.199).
Na ponta oposta, aparecem: Espírito Santo (-2.605 postos), Rio Grande do Sul (-903) e Tocantins (-366). O salário médio real de admissão passou de R$ 2.404,10 em junho para R$ 2.419,23 em julho, uma alta de R$ 15,13 (0,6%).
Frente ao mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o salário de julho aumentou R$ 48,38 (2,04%). Com informações da Agência Brasil.







