Juros caem, mas cheque especial e inadimplência sobem

Em: 28 de janeiro de 2009
Os juros bancários recuaram em dezembro, após sete meses de alta, segundo relatório de crédito do Banco Central. Houve alta, no “spread” bancário, nos índices de inadimplência e em algumas linhas de crédito, como o cheque especial
Os juros bancários recuaram em dezembro, após sete meses de alta, segundo relatório de crédito do Banco Central. Houve alta, no “spread” bancário, nos índices de inadimplência e em algumas linhas de crédito, como o cheque especial

Os juros bancários recuaram em dezembro, após sete meses de alta, segundo relatório de crédito do Banco Central. Houve alta, no “spread” bancário, nos índices de inadimplência e em algumas linhas de crédito, como o cheque especial. A taxa média geral caiu de 44% para 43,2% ao ano. Para o consumidor, os juros recuaram menos, de 58,2% para 58% ao ano. Para as empresas, de 31,3% para 30,7% ao ano. A pequena queda na taxa geral da pessoa física se deve ao juro menor na aquisição de veículos, que passou de 37,7% para 36,5%aa. Nas outras linhas houve alta de juros.
No cheque especial a taxa subiu de 174,7% para 174,9% ao ano. É maior taxa desde junho de 2003, quando estava em 176,9% ao ano. O recorde histórico ainda é de 294% ao ano, registrado em julho de 1994. No empréstimo pessoal, a taxa subiu de 59,9% para 60,4% ao ano.

Lucro dos bancos

Apesar da queda dos juros, houve alta do spread bancário, a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos. O spread passou de 43,1 para 45,1 pontos percentuais, na pessoa física, e ficou estável em 18,3 pontos para as empresas. O spread geral subiu de 30,1 para 30,6 pontos.
Henrique Meirelles (BC), disse que a culpa dos juros altos no Brasil é dos bancos, que aumentaram o spread bancário, mesmo depois que a taxa básica de juros deixou de subir. Semana passada, após reunir com Meirelles, o presidente Lula ordenou aos bancos públicos que cortem suas taxas.
A inadimplência subiu, pelo quarto mês seguido, e passou de 4% em setembro para 4,4% em dezembro. No mesmo período, a taxa para pessoa física passou de 7,3% para 8,1%.

Crédito cresce 31% em 2008 e bate recorde, segundo pesquisa do Banco Central

A crise financeira internacional reduziu a liberação de novos empréstimos para pessoas físicas e empresas, que ficou estagnada no último trimestre do ano.
Mesmo assim, o volume de crédito na economia fechou no ano passado com patamar recorde, segundo a pesquisa mensal de crédito do Banco Central, divulgada na terça-feira.
Em termos absolutos, o crédito bateu novo recorde: chegou a R$ 1,227 trilhão no final de dezembro, aumento de 31,1% no ano. Em 2007, o crédito havia registrado expansão de 27,8%.
Também foi recorde na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas): passou de 40,4% em novembro para 41,3% no mês passado. No final de 2007, estava em 34,2%.
Houve queda, no entanto, nas novas concessões de crédito depois da piora da crise internacional. No último trimestre do ano, as novas concessões ficaram praticamente estáveis (+0,1%), afetadas pela paralisação no crédito em outubro e novembro.
O mês de dezembro apresentou recuperação, com um aumento de 14% nas concessões. A liberação de crédito para empresas subiu 16,8% no mês passado. Para o consumidor, avançou 8,1%.
De acordo com o BC, a recuperação de dezembro se deve à liberação de recursos subsidiados por meio do BNDES (banco estatal de desenvolvimento). Os recursos direcionados aumentaram a base de crédito em 3,4%. Já os recursos livres, ficaram com expansão de 0,9%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar