Laudo técnico do Porto Chibatão está nas mãos do TRT/AM

Em: 5 de novembro de 2010
Três navios e 450 contêineres com insumos destinados à indústria de Manaus poderão ter suas cargas enfim desembargadas do Porto Chibatão
Três navios e 450 contêineres com insumos destinados à indústria de Manaus poderão ter suas cargas enfim desembargadas do Porto Chibatão

Três navios e 450 contêineres com insumos destinados à indústria de Manaus poderão ter suas cargas enfim desembargadas do Porto Chibatão. A decisão depende da apreciação da desembargadora do TRT/AM (Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas), Valdenyra Thomé, sobre o laudo técnico realizado pela perícia do atracadouro.
Em reunião com a imprensa realizada na tarde de quinta-feira, 4, o gestor do Porto Chibatão, Rildo Cavalcante, demonstrou preocupação em relação aos insumos retidos. “O prejuízo para a indústria é muito grande. Quase 60% do que é importado e exportado no Estado é movimentado por aqui. Por isso, o Distrito Industrial já está sentindo esses efeitos”, alertou.
A equipe jurídica do Porto Chibatão apresentou o laudo técnico, no qual atesta que as áreas não afetadas pelo deslizamento do terminal tem totais condições de utilização para a carga e descarga de mercadorias.
Segundo o engenheiro civil especialista em geotécnica, Benedito Imbiriba Carneiro, um dos responsáveis pelo levantamento pericial encomendado pelo porto, a causa do deslizamento, ocorrido no último dia 17, foi a vazante do Rio Negro. “O acidente tem ligação com o rebaixamento rápido do lençol freático, o regime de vazante do rio. Várias cidades do interior sofrem com o deslizamento de terra. Esta é nossa primeira análise, porém é possível que haja outro fator que influencie. Mas, ainda não vou divulgar”, afirmou Carneiro.
De acordo com o engenheiro, o laudo apresentado pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil), o qual serviu de parâmetro para embargar a área, foi baseado na observação da mesma. Já o realizado pelo Porto Chibatão seria mais técnico e, por isso, considerado por Carneiro como um documento mais preciso.
O incidente no porto aconteceu quando uma retroescavadeira fazia a terraplenagem para construção de uma rampa de 150 metros do porto em direção ao Rio Negro. O Chibatão é o maior complexo portuário privado do Amazonas e está localizado à margem esquerda do Rio Negro, com uma área de 217 mil metros quadrados. Diariamente passam por suas instalações uma média de 250 carretas.
Conforme informações divulgadas pelo Chibatão, foram retirados aproximadamente 55 contêineres. No dia do acidente cerca de 80 carretas, 11 contêineres e dois trabalhadores foram parar no fundo do Rio Negro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar